domingo, 10 de junho de 2018

Refletindo a Liturgia: Domingo - 17 de Junho 2018

Ano B - Cor: Verde

11º. Domingo do Tempo Comum

Primeira Leitura

Elevo a árvore baixa

Leitura da Profecia de Ezequiel     17,22-24

22 Assim diz o Senhor Deus: “Eu mesmo tirarei um galho da copa do cedro, do mais alto de seus ramos arrancarei um broto e o plantarei sobre um monte alto e elevado. 23 Vou plantá-lo sobre o alto monte de Israel. Ele produzirá folhagem, dará frutos e se tornará um cedro majestoso. Debaixo dele pousarão todos os pássaros, à sombra de sua ramagem as aves farão ninho. 24 E todas as árvores do campo saberão que eu sou o Senhor, que abaixo a árvore alta e elevo a árvore baixa; faço secar a árvore verde e brotar a árvore seca. Eu, o Senhor, digo e faço”. Palavra do Senhor! - Graças a Deus!

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Comentário


O poder de Deus

Este texto nos mostra uma visão de esperança: Deus, Senhor da história, é quem fará o povo ressurgir. Pois, Ele tem poder sobre todas as coisas, é misericordioso, e, está sempre junto de todos aqueles que vivem segundo o seu projeto. Mostra também o poder da transformação que Deus pode operar em nossa vida.

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Salmo Responsorial   -   Sl 91(92),2-3.13-14.15-16                (R. cf. 2a)

R. Como é bom agradecermos ao Senhor.

2 Como é bom agradecermos ao Senhor e cantar salmos de louvor ao Deus Altíssimo! 3 Anunciar pela manhã vossa bondade, e o vosso amor fiel, a noite inteira.   (R)

13 O justo crescerá como a palmeira, florirá igual ao cedro que há no Líbano; 14 na casa do Senhor estão plantados, nos átrios de meu Deus florescerão.   (R)

15 Mesmo no tempo da velhice darão frutos, cheios de seiva e de folhas verdejantes; 16 e dirão: É justo mesmo o Senhor Deus: meu rochedo, não existe nele o mal!”    (R)

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Comentário

Celebrar a ação de Deus

Oração de agradecimento, celebrando os atos de Deus

O grande sentido e alegria da vida humana estão em reconhecer e anunciar o amor e fidelidade de Deus, revelado em suas obras, que testemunham o compromisso dele com os pobres e fracos. Quem não compreende isso, desconhece o sentido da vida e da história. Os injustos parecem triunfar, mas o Senhor da história é Deus. Ele se alia aos justos no grande conflito que estes devem continuamente enfrentar. Aliados a Deus, os justos são persistentes e cheios de vida, para anunciarem, na história, que Deus é honesto e não compactua com a injustiça.

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Segunda Leitura

Quer estejamos no corpo, quer já tenhamos deixado essa morada, nos empenhamos em ser agradáveis ao Senhor

Leitura da Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios    5,6-10

Irmãos: 6 Estamos sempre cheios de confiança e bem lembrados de que, enquanto moramos no corpo, somos peregrinos longe do Senhor; 7 pois caminhamos na fé e não na visão clara. 8 Mas estamos cheios de confiança e preferimos deixar a moradia do nosso corpo, para ir morar junto do Senhor. 9 Por isso, também nos empenhamos em ser agradáveis a ele, quer estejamos no corpo, quer já tenhamos deixado essa morada. 10 Aliás, todos nós temos de comparecer às claras perante o tribunal de Cristo, para cada um receber a devida recompensa, prêmio ou castigo, do que tiver feito ao longo de sua vida corporal.  Palavra do Senhor! - Graças a Deus!

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Comentário

A vida definitiva

Para quem não tem fé, a morte é o fim de tudo. Mas para quem está comprometido na fé e segue a Jesus, a morte é passagem para a dimensão definitiva da vida. Nosso corpo mortal se desgasta e desfaz na vida terrestre; mas, através da ressurreição, Deus leva o nosso ser à vida plena. Paulo emprega uma imagem muito familiar no Oriente: quando continuam a caminhada, os nômades do deserto desmonta a tenda do acampamento porque o deserto não é sua morada estável. O mesmo acontece conosco: este mundo é o lugar onde vivemos e construímos a nossa história, cujo fim é a comunhão e participação na própria vida divina.

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Aclamação ao Evangelho   -   cf. Lc 8,11

R. Aleluia, Aleluia, Aleluia.

V. Semente é de Deus a Palavra, o Cristo é o semeador; todo aquele que o encontra, vida eterna encontrou.   (R)

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Evangelho

O Reino de Deus é como um grão de mostarda



Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos    4,26-34

Naquele tempo, 26 Jesus disse à multidão: "O reino de Deus é como quando alguém espalha a semente na terra. 27 Ele vai dormir e acorda, noite e dia, e a semente vai germinando e crescendo, mas ele não sabe como isso acontece. 28 A terra, por si mesma, produz o fruto: primeiro aparecem as folhas, depois vem a espiga e, por fim, os grãos que enchem a espiga. 29 Quando as espigas estão maduras, o homem mete logo a foice, porque o tempo da colheita chegou". 30 E Jesus continuou: "Com que mais poderemos comparar o reino de Deus? Que parábola usaremos para representá-lo? 31 O reino de Deus é como um grão de mostarda que, ao ser semeado na terra, é a menor de todas as sementes da terra. 32 Quando é semeado, cresce e se torna maior do que todas as hortaliças, e estende ramos tão grandes, que os pássaros do céu podem abrigar-se à sua sombra". 33 Jesus anunciava a palavra usando muitas parábolas como estas, conforme eles podiam compreender. 34 E só lhes falava por meio de parábolas, mas, quando estava sozinho com os discípulos, explicava tudo. Palavra da Salvação! - Glória a Vós, Senhor!

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Comentário

Ensinando em Parábolas

A missão de Jesus é portadora do Reino de Deus e da transfor-mação que ele provoca. Uma vez iniciada, a ação de Jesus cresce e produz fruto de maneira imprevisível e irresistível. Diante das estruturas e ações desse mundo, a atividade de Jesus e daqueles que o seguem parece impotente, e mesmo ridícula. Mas ela crescerá, até atingir o mundo inteiro. Jesus foi um Mestre paciente que soube adaptar seus ensinamentos à capacidade de compreensão de seus ouvintes. Este esforço pedagógico e didático resultou na escolha das parábolas como meio de transmitir suas instruções. As parábolas não eram somente as comparações. Também os provérbios, ensinamentos, enigmas e outros recursos literários eram classificados como parábolas. Por isso, afirma-se que, sem parábolas, Jesus não lhes falava". Elas continham sempre um elemento para intrigar os ouvintes e levá-los a refletir sobre a mensagem veiculada. Só quem estava muito sintonizado com Jesus era capaz de passar da parábola à sua mensagem, e compreender o ensinamento do Mestre. Por isso, muita gente não sintonizada com Jesus ouvia suas palavras, sem entender nada. Até mesmo os discípulos, muitas vezes, não eram capazes de atinar para o que Jesus lhes ensinava com as parábolas. Era preciso que, em particular, o Mestre lhes explicas-se tudo, iluminando-lhes as mentes para compreenderem como o Reino acontece na história humana. O discípulo esforça-se para entender as parábolas de Jesus, ou seja, para estar em sintonia total com o Mestre. Esta é a única maneira de captar seus ensinamentos. Com estas duas parábolas com a imagem da semente, introduzidas com a expressão "Jesus dizia-lhes...", Marcos encerra o bloco de parábolas por ele reunidas. A primeira destas duas, é exclusiva de Marcos. A semente que germina e cresce por si mesma exprime a ação de Deus que comunica amor e vida a todos, suplantando os poderosos deste mundo que semeiam a fome e a morte. A segunda parábola, da inexpressiva semente que se transforma em uma árvore acolhedora dos pássaros, exprime que a fé dos discípulos, desprezível diante do mundo, pode gerar o mundo novo de fraternidade e paz. A prática e o ensino de Jesus são caminho e luz.

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Oração

Senhor Jesus, dá-me um coração simples para compreender a riqueza de ensinamentos escondida em tuas parábolas.

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Via (Deus Único)


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