MISA COM ORAÇÃO POR CURA E LIBERTAÇÃO CLAMANDO POR MILAGRES. 23 DE JULHO

ABRA - TE À RESTAURAÇÃO

sábado, 13 de maio de 2017

Liturgia Comentada do 4ª SEMANA DA PÁSCOA

Ano A - Dia 13/05/2017 - Cor: Branco
Sábado da 4a. Semana da Páscoa
Nossa Senhora de Fátima
Primeira Leitura
Vamos dirigir-nos aos pagãos
Leitura dos Atos dos Apóstolos                          13,44-52
44 No sábado seguinte, quase toda a cidade se reuniu para ouvir a palavra de Deus. 45 Ao verem aquela multidão, os judeus ficaram cheios de inveja e, com blasfêmias, opunham-se ao que Paulo dizia. 46 Então, com muita coragem, Paulo e Barnabé declararam: "Era preciso anunciar a palavra de Deus primeiro a vós. Mas, como a rejeitais e vos considerais indignos da vida eterna, sabei que nos vamos dirigir aos pagãos. 47 Porque esta é a ordem que o Senhor nos deu: 'Eu te coloquei como luz para as nações, para que leves a salvação até os confins da terra"'. 48 Os pagãos ficaram muito contentes, quando ouviram isso, e glorificavam a palavra do Senhor. Todos os que eram destinados à vida eterna, abraçaram a fé. 49 Desse modo, a palavra do Senhor espalhava-se por toda a região. 50 Mas os judeus instigaram as mulheres ricas e religiosas, assim como os homens influentes da cidade, provocaram uma perseguição contra Paulo e Barnabé e expulsaram-nos do seu território. 51 Então os apóstolos sacudiram contra eles a poeira dos pés, e foram para a cidade de Icônio. 52 Os discípulos, porém, ficaram cheios de alegria e do Espírito Santo.  Palavra do Senhor! - Graças a Deus!
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Comentário
Vamos dirigir-nos aos pagãos

Os missionários cristãos estão entre dois grupos: os pagãos, que os acolhem com entusiasmo e alegria, e os judeus, que têm ciúmes, os recusam e reagem com violência. É um momento histórico para o cristianismo: a passagem do mundo judaico para o mundo dos pagãos. E a espada de dois gumes que divide os grupos não é mais a Lei, mas a Palavra de Deus, isto é, o anúncio da salvação; este exige ser acolhido para que possa introduzir os homens na vida inaugurada por Jesus ressuscitado. A experiência cristã não é apenas uma variante reformista do judaísmo. A cena de Paulo abandonando a sinagoga para se voltar aos pagãos, após haver tentado em vão “evangelizar” seus antigos irmãos de raça e religião, é tantas vezes repetida nos Atos que faz supor que Lucas tenha introduzido nela uma precisa intenção teológica, sublinhando o caráter universal característico do seu evangelho. Esta idéia domina toda a segunda parte dos Atos e coincide com o aparecimento de Paulo, o apóstolo dos pagãos. E proclamada e posta como sinete na conclusão dos Atos: "Sabei, pois, que esta salvação de Deus foi enviada às nações. E elas a escutarão!". Deus não repele Israel, não se desmente, permanece fiel às suas promessas. Israel falhou na sua missão e vocação. Suscitado por Deus para ser guarda das promessas e instrumento da difusão da salvação, transforma-se em obstáculo que impede o crescimento e a multiplicação da palavra de Deus.
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Salmo Responsorial   -   97(98),1.2-3ab.3cd-4    (R. 3cd)
R. Os confins do universo cintemplam a salvação do nosso Deus.
Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia.
1 Cantai ao Senhor Deus um canto novo, porque ele fez prodígios! Sua mão e o seu braço forte e santo alcançaram-lhe a vitória.   (R) 

2 O Senhor fez conhecer a salvação, e às nações, sua justiça; 3a recordou o seu amor sempre fiel 3b pela casa de Israel.   (R)

3c Os confins do universo contemplaram 3d a salvação do nosso Deus. 4 Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, alegrai-vos e exultai!
    (R)
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Comentário
A vitória de Deus é justa
Hino à realeza de Deus, celebrando sua vitória
Este salmo nos mostra que a vitória de Deus se revela no seu projeto, feito para todas as nações. Trata-se de uma vitória justa, porque salva os pobres e oprimidos. O louvor é uma forma de revelar a realeza de Deus para o mundo inteiro. Essa revelação é fonte de alegria e esperança, porque em cada intervenção histórica Deus funda a justiça e o direito, implantando o seu Reino.
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Aclamação ao Evangelho                 Jo 8,31b-32
R. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
V. Se guardais minha palavra, diz Jesus, realmente vós sereis os meus discípulos.    (R)
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Evangelho
Quem me viu, viu o Pai

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João    14,7-14
Naquele tempo, Jesus disse a seus discípulos: 7 Se vós me conhecêsseis, conheceríeis também o meu Pai. E desde agora o conheceis e o vistes". 8 Disse Filipe: "Senhor, mostra-nos o Pai, isso nos basta!" 9 Jesus respondeu: "Há quanto tempo estou convosco e não me conheces, Filipe? Quem me viu, viu o Pai. Como é que tu dizes: 'Mostra-nos o Pai?' 10 Não acreditas que eu estou no Pai e o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo, não as digo por mim mesmo, mas é o Pai que, permanecendo em mim, realiza as suas obras. 11 Acreditai-me: eu estou no Pai e o Pai está em mim. Acreditai, ao menos, por causa destas mesmas obras. 12 Em verdade, em verdade vos digo, quem acredita em mim fará as obras que eu faço, e fará ainda maiores que estas. Pois eu vou para o Pai, 13 e o que pedirdes em meu nome, eu realizarei, a fim de que o Pai seja glorificado no Filho. 14 Se pedirdes algo em meu nome, eu o realizarei".    Palavra da Salvação! - Glória a Vós, Senhor!
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Comentário
Mostra-nos o Pai!
O diálogo com os discípulos torna-se mormente delicado quando Filipe, falando em nome dos demais, pede a Jesus: "Senhor, mostra-nos o Pai, e isto nos basta!" Pedido ousado, se considerar-mos que a piedade bíblica excluía qualquer possibilidade de alguém ver Deus e permanecer vivo. Por isso, todos os relatos de manifestação de Deus, teofania, revelam que a pessoa que contempla a glória divina fica tomado de pavor, diante da possibilidade de morrer. Como, então, os discípulos de Jesus ousavam querer ver o Pai? O Mestre procura levá-los a pensar a questão de maneira correta, numa perspectiva nova. Os discípulos esperavam uma teofania, no melhor estilo das teofanias do Antigo Testamento. Jesus, porém, intervém com algo muito mais simples. Coloca-se a si próprio como mediação da visão do Pai: "Quem me viu, viu o Pai! Você não acredita que estou no Pai e que o Pai está em mim?" A visão do Pai era a coisa mais desejada pelos discípulos. Bastaria dar um salto de qualidade para descobrir, na pessoa de Jesus, o rosto do Pai. E, para isso, era mister nutrir por Jesus fé idêntica à dedicada ao Pai. Sem uma fé verdadeira eles estariam privados da visão do Pai, ou continuariam a querer vê-lo, mas de maneira totalmente incorreta. A única forma de ver Deus Pai consiste em contemplá-lo na pessoa de Jesus. Conhecer Jesus é conhecer o Pai. Não por meio da perfeição de um conhecimento intelectual, abstrato, reservado a algumas elites, como pretendiam certas doutrinas, conhecidas como "gnosticismo". Trata-se do conhecimento pela experiência das obras de amor de Jesus, que são as obras do Pai. Crendo em Jesus, o discípulo é movido a assumir as suas obras em vista da promoção da vida plena para todos. É a libertação da opressão e a construção do mundo novo de fraternidade e justiça. Esta é a glória do Pai, que é a glória de Jesus, à qual os discípulos são chamados a participar. Na oração, pedindo, com plena confiança, temos a certeza de que recebemos o dom maior do Pai, que é o seu Espírito Santo, com seu amor que comunica vida.
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Oração
Pai, que eu saiba reconhecer-te na pessoa de Jesus, expressão consumada de teu amor misericordioso por todos os que desejam estar perto de ti.

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Via (Deus Único)

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