MISA COM ORAÇÃO POR CURA E LIBERTAÇÃO CLAMANDO POR MILAGRES. 23 DE JULHO

ABRA - TE À RESTAURAÇÃO

terça-feira, 16 de maio de 2017

Liturgia comentada da Ascensão do Senhor

Ano A - Dia 28/05/2017 - Cor: Branco
Ascensão do Senhor
Primeira Leitura
Jesus foi levado aos céus, à vista deles
Leitura dos Atos dos Apóstolos                                1,1-11
1 No meu primeiro livro, ó Teófilo, já tratei de tudo o que Jesus fez e ensinou, desde o começo, 2 até o dia em que foi levado para o céu, depois de ter dado instruções pelo Espírito Santo, aos apóstolos que tinha escolhido. 3 Foi a eles que Jesus se mostrou vivo, depois de sua paixão, com numerosas provas. Durante quarenta dias apareceu-lhes falando do Reino de Deus. 4 Durante uma refeição, deu-lhes esta ordem: "Não vos afasteis de Jerusalém, mas esperai a realização da promessa do Pai, da qual vós me ouvistes falar: 5 'João batizou com água; vós, porém, sereis batizados com o Espírito Santo, dentro de poucos dias"'. 6 Então os que estavam reunidos perguntaram a Jesus: "Senhor, é agora que vais restaurar o Reino de Israel?" 7 Jesus respondeu: "Não vos cabe saber os tempos e os momentos que o Pai determinou com sua própria autoridade. 8 Mas recebereis o poder do Espírito Santo que descerá sobre vós, para serdes minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e na Samaria, e até os confins da terra". 9 Depois de dizer isso, Jesus foi levado ao céu, à vista deles. Uma nuvem o encobriu, de forma que seus olhos não podiam mais vê-lo. 10 Os apóstolos continuavam olhando para o céu, enquanto Jesus subia. Apareceram então dois homens vestidos de branco, 11 que lhes disseram: "Homens da Galiléia, por que ficais aqui parados, olhando para o céu? Esse Jesus que vos foi levado para o céu virá do mesmo modo como o vistes partir para o céu".   Palavra do Senhor! - Graças a Deus!
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Comentário
Jesus foi levado aos céus, mas, continua presente no meio de nós

O “primeiro livro” é o Evangelho de Lucas. Recebendo o mesmo Espírito que guiou toda a missão de Jesus, os apóstolos estarão preparados para testemunhar Jesus, continuando o que ele começou a fazer e ensinar. Esta é a tarefa apostólica de todos os cristãos, que formam a comunidade de Jesus. Através do testemunho deles, Jesus ressuscitado continua presente e atuante dentro da história. O Reino não vai surgir de um momento para outro na história, como por toque de mágica ou milagre. Ele será fruto do testemunho dado pelos discípulos do mundo inteiro. E só o Pai sabe o momento em que a história da humanidade estará completamente madura, para então se manifestar a plenitude do Reino.
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Salmo Responsorial    -     Sl 46(47),2-3.6-7.8-9    (R. 6)
R. Por entre aclamações Deus se elevou, o Senhor subiu ao toque da trombeta!
Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia.
2 Povos todos do universo, batei palmas, gritai a Deus aclamações de alegria! 3 Porque sublime é o Senhor, o Deus altíssimo, o soberano que domina toda a terra.   (R)

6 Por entre aclamações Deus se elevou, o Senhor subiu ao toque da trombeta. 7 Salmodiai ao nosso Deus ao som da harpa, salmodiai ao som da harpa ao nosso Rei! (R)
8 Porque Deus é o grande rei de toda a terra, ao som da harpa acompanhai os seus louvores! 9 Deus reina sobre todas as nações, está sentado no seu trono glorioso.   (R)
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Comentário
Deus reina sobre as nações
Hino de louvor à realeza de Deus
Este salmo nos mostra que Deus, Rei do universo e das nações, exerce o seu reinado através daqueles que realizam na terra o seu projeto. Inicialmente reconhecido por um povo, Deus se tornará o soberano de todas as nações, realizando a justiça que todos esperam. Por isso, devemos sempre louvar e agradecer a Deus por todas as graças que Ele nos concede, e, pedir para que fique sempre conosco, pois, na presença de Deus tudo se renova.
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Segunda Leitura
E o fez sentar-se à sua direita nos céus
Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios             1,17-23
Irmãos, 17 o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai a quem pertence a glória, vos dê um espírito de sabedoria que vo-lo revele e faça verdadeiramente conhecer. 18 Que ele abra o vosso coração à sua luz, para que saibais qual a esperança que o seu chamamento vos dá, qual a riqueza da glória que está na vossa herança com os santos, 19 e que imenso poder ele exerceu em favor de nós que cremos, de acordo com a sua ação e força onipotente. 20 Ele manifestou sua força em Cristo, quando o ressuscitou dos mortos e o fez sentar-se à sua direita nos céus, 21 bem acima de toda a autoridade, poder, potência, soberania ou qualquer título que se possa nomear não somente neste mundo, mas ainda no mundo futuro. 22 Sim, ele pôs tudo sob os seus pés e fez dele, que está acima de tudo, a cabeça da Igreja, 23 que é o seu corpo, a plenitude daquele que possui a plenitude universal. Palavra do Senhor! - Graças a Deus!
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Comentário
Uma Igreja Santa
Pela fé, os cristãos possuem uma sabedoria que supera qualquer outro conhecimento: sabem que Deus manifestou em Jesus Cristo a sua força, destronizando todos os poderes que até agora aprisionam a vida, e libertando os homens para uma esperança nova diante do futuro. Nesta carta, a Igreja ideal se identifica praticamente com o Reino e, portanto, ultrapassa meras concretizações históricas. Como corpo e plenitude de Cristo, ela se torna a meta para a qual caminhamos. Paulo se refere a uma Igreja santa, a um modelo ideal que exige conversão contínua da Igreja real que vive na história.
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Aclamação ao Evangelho                         Mt 28,19a.20b
R. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
V. Ide ao mundo, ensinai aos povos todos; convosco estarei, todos os dias, até o fim dos tempos, diz Jesus.   (R)
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Evangelho
Toda a autoridade me foi dada no céu e sobre a terra
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus   28,16-20
Naquele tempo, 16 os onze discípulos foram para a Galiléia, ao monte que Jesus lhes tinha indicado. 17 Quando viram Jesus, prostraram-se diante dele. Ainda assim alguns duvidaram. 18Então Jesus aproximou-se e falou: "Toda a autoridade me foi dada no céu e sobre a terra. 19 Portanto, ide e fazei discípulos meus todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, 20 e ensinando-os a observar tudo o que vos ordenei! Eis que estarei convosco todos os dias, até o fim do mundo". Palavra da Salvação! - Glória a Vós, Senhor!

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Comentário
Jesus sobe ao céu
Doravante, Jesus é a única autoridade entre Deus e os homens. Ele dá apenas uma ordem àqueles que o seguem: fazer com que todos os povos se tornem discípulos. Todos são chamados a participar de uma nova comunidade (batismo), que se compromete a viver de acordo com o que Jesus ensinou: praticar a justiça em favor dos pobres e marginalizados. O Evangelho se encerra com a promessa já feita no início: Jesus está vivo e sempre presente no meio da comunidade, como o Emanuel, o Deus-conosco. Após a crucifixão de Jesus, no primeiro dia da semana, quando Maria Madalena e a outra Maria chegam ao túmulo, encontram um anjo que lhes anuncia que Jesus não está ali, pois ressuscitou. E completa dizendo-lhes que ele precedia os discípulos na Galiléia. A seguir o próprio Jesus vem ao encontro delas e também lhes comunica que devem anunciar aos discípulos que se dirijam para a Galiléia. Dessa maneira, os onze discípulos (também apóstolos) voltam à Galiléia e se encontram com Jesus ressuscitado, sendo por ele enviados em missão. Isso indica que, após a crucifixão, em Jerusalém, a missão iniciada por Jesus foi retomada na Galiléia por seus discípulos, os quais são enviados a todas as nações, de modo que eles próprios façam novos discípulos entre todos os povos. Não há nenhuma eleição particular, todos são chamados ao seguimento de Jesus na adesão à vontade do Pai, que é a de que todos tenham vida. Os discípulos são enviados para batizar, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Jesus assumiu o batismo de João revelando que este batismo da conversão é do agrado de Deus e que, pela prática da justiça, que promove a vida, somos inseridos na própria vida divina, na comunhão de amor entre o Pai e o Filho. A justiça que promove a vida, na misericórdia e na compaixão, é a forma concreta do amor que une os filhos de Deus. Lucas, e apenas ele, em seu evangelho e em Atos, após a despedida de Jesus, narra a subida aos céus. Em Lucas, essa despedida se dá nas proximidades de Jerusalém e não na Galiléia. Ele privilegia a comunidade de Jerusalém em seu papel centralizador nas origens da Igreja. No evangelho de João, que é posterior ao de Lucas, no mesmo dia de sua ressurreição, Jesus comunica o Espírito Santo com um sopro sobre os discípulos reunidos. É o Espírito que levará os discípulos a conhecer toda a Verdade e reconhecer a presença de Jesus nas comunidades, conforme a promessa: "Eis que estou convosco até o fim dos tempos".
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Oração
Pai, que a certeza da presença de teu Filho Jesus seja estímulo para o cumprimento da missão que recebi: a de proclamar o Reino a todos os povos.
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APROFUNDANDO NA PALAVRA
O destino do homem novo
Interpretando teologicamente a Ascensão de Jesus, recomendam os anjos que não se fique a olhar para o céu, mas que se espere e prepare a volta gloriosa do Senhor. Esta é, até o fim dos tempos, a missão da Igreja, em tensão entre o visível e o invisível, entre a realidade presente e a futura cidade para a qual caminhamos.
O homem à direita de Deus
A fórmula do nosso Credo: "Ressuscitou, subiu aos céus, está sentado à direita do Pai", exprime a fé pessoal da Igreja no destino de Jesus de Nazaré. Este homem, com o qual os apóstolos "comeram e beberam" durante sua existência terrena, "tornou-se Senhor" depois de sua morte, porque o Pai o associou definitivamente à sua vida, ao seu poder sobre os homens e sobre o mundo. Pensando nesta realidade, podem-se compreender as expressões de entusiasmo dos antigos cristãos: "A ascensão do Cristo é a nossa ascensão; já que o Corpo é convidado a elevar-se até a glória em que o precedeu a cabeça, vamos cantar nossa alegria, expandir em ação de graças todo o nosso júbilo. Hoje, não apenas conquistamos o paraíso, mas, no Cristo, penetramos nos mais altos céus" (S. Leão Magno).
O céu
Afirmar que a humanidade, na pessoa do Cristo, já esta no céu, significa contestar as imagens espontâneas de um céu "espacial" (lá em cima, para além das estrelas) e a de uma felicidade eterna que começaria repentinamente, depois desta vida no tempo. Para Jesus, o céu é a participação plena na vida de Deus, de um homem verdadeiro, possuindo a mesma matéria e a mesma história de todos nós; uma relação nova entre o Criador e a criatura numa total transparência, livre dos limites e das dificuldades da condição terrena. Para nós será assim um dia (excetuando o caráter único da relação entre o Pai e o Filho), quando se manifestar abertamente aquilo que já somos; quando, pelo conhecimento e o amor, o corpo não for mais obstáculo, mas perfeito meio de comunicação.

Um céu assim não é simplesmente a "recompensa" de uma vida justa e boa, porque "os sofrimentos do momento presente não são comparáveis com a glória futura que será revelada em nós" (Rm 8,18). Nem é tampouco um narcótico para pessoas passivas e resignadas, um álibi para o compromisso de trabalhar neste mundo pela realização (mesmo que imperfeita) daqueles valores de liberdade, justiça, paz, fraternidade, comunhão, vida, amor, alegria, que constituem a bem-aventurança do homem completo segundo o plano de Deus. Uma comunidade dos que crêem e caminham nesta direção, isto é, aberta ao mundo, a serviço de todos, torna-se testemunha da nova humanidade realizada em Cristo Jesus.
Realidade terrestre e engajamento dos que crêem
A reflexão conciliar sobre a relação Igreja-mundo expressou-se na Constituição Gaudium et Spes com alguns textos fundamentais, que é bom reler: Reação a uma apresentação alienante da religião: "Entre as formas do ateísmo hodierno não deve ser esquecida aquela que espera a libertação do homem principalmente da sua libertação econômica e social. Sustenta que a religião, por sua natureza, impede esta libertação, à medida que, estimulando a esperança do homem numa quimérica vida futura, o afastaria da construção da cidade terrestre".

Um novo equilíbrio a ser encontrado: "Somos advertidos, com efeito de que não adianta ao homem ganhar o mundo inteiro se vier a perder a si mesmo (cf Lc 9,25). Contudo, a esperança de uma nova terra, longe de atenuar, antes deve estimular a solicitude pelo aperfeiçoamento desta terra. Nela cresce o Corpo da nova família humana que já pode apresentar algum esboço do novo século. Por isso, ainda que o progresso terreno deva ser cuidadosamente distinguido do aumento do Reino de Cristo, contudo é de grande interesse para o Reino de Deus, na medida que pode contribuir para Organizar a sociedade humana”.
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Via (Deus Único)

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