MISA COM ORAÇÃO POR CURA E LIBERTAÇÃO CLAMANDO POR MILAGRES. 23 DE JULHO

ABRA - TE À RESTAURAÇÃO

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Liturgia comentada da Missa do dia da Páscoa - Ressurreição do Senhor

Ano A - Dia 16/04/2017 - Cor: Branco
Missa do dia da Páscoa - Ressurreição do Senhor
Primeira Leitura
Comemos e bebemos com ele depois que ressuscitou dos mortos
Leitura dos Atos dos Apóstolos                    10,34a.37-43
Naqueles dias, 34a Pedro tomou a palavra e disse: 37 "Vós sabeis o que aconteceu em toda a Judéia, a começar pela Galiléia, depois do batismo pregado por João: 38 como Jesus de Nazaré foi ungido por Deus com o Espírito Santo e com poder. Ele andou por toda a parte, fazendo o bem e curando a todos os que estavam dominados pelo demônio; porque Deus estava com ele. 39 E nós somos testemunhas de tudo o que Jesus fez na terra dos judeus e em Jerusalém. Eles o mataram, pregando-o numa cruz. 40 Mas Deus o ressuscitou no terceiro dia, concedendo-lhe manifestar-se 41 não a todo o povo, mas às testemunhas que Deus havia escolhido: a nós, que comemos e bebemos com Jesus, depois que ressuscitou dos mortos. 42 E Jesus nos mandou pregar ao povo e testemunhar que Deus o constituiu juiz dos vivos e dos mortos. Todos os profetas dão testemunho dele: 43 "Todo aquele que crê em Jesus recebe, em seu nome, o perdão dos pecados'".  Palavra do Senhor! - Graças a Deus!
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Comentário
A essência da catequese de Pedro

O texto reflete a essência da catequese primitiva. Na estrutura dessa catequese podemos ver a estrutura dos atuais evangelhos escritos; estes não são mais do que a cristalização da catequese realizada em comunidades particulares. O ponto de partida da evangelização e da catequese é o reconhecimento de que o povo de Deus é formado por todos aqueles que o respeitam e praticam a sua vontade, ainda que de forma inconsciente e anônima. É essa prática da justiça que a evangelização visa a descobrir, fazer crescer e educar, mostrando tudo o que Deus realizou em favor dos homens através de Jesus Cristo. Note-se que toda a atividade de Jesus está resumida numa frase que define o programa da ação cristã: fazer o bem e curar todos os que estão dominados pelo demônio. Em outras palavras, trata-se de despertar relações justas entre os homens, a fim de que eles vençam a alienação e construam uma sociedade voltada para a vida que Deus quer.
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Salmo Responsorial   -   Sl 117(118),1-2.16ab-17.22-23        (R. 24)
R. Este é o dia que o Senhor fez para nós: alegremo-nos e nele exultemos!
Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia.
1 Daí graças ao Senhor, porque ele é bom! Eterna é a sua misericórdia! 2 A casa de Israel agora o diga: “Eterna é a sua misericórdia!”   (R) 

16ab A mão direita do Senhor fez maravilhas, a mão direita do Senhor me levantou, a mão direita do Senhor fez maravilhas! 17Não morrerei, mas ao contrário, viverei para cantar as grandes obras do Senhor!  (R) 

22 A pedra que os pedreiros rejeitaram, tornou-se agora a pedra angular. 23 Pelo Senhor é que foi feito tudo isso: Que maravilhas ele fez a nossos olhos!
  (R)
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Comentário
Agradeçam a Deus!
Oração coletiva de agradecimento, estruturando uma celebração litúrgica.
Dividida em grupos, a comunidade recebe a pessoa que vai agradecer e entoa o refrão, exaltando o amor de Deus. A comunidade responde, celebrando a vitória conseguida com o auxílio de Deus. A pessoa termina seu testemunho, aludindo a um perigo de morte. Depois a pessoa chega à porta do santuário, pede para entrar, e é recebida pelos sacerdotes. O coro canta a vitória realizada por Deus. A seguir forma-se a procissão até o altar, e cantam-se refrões, num diálogo alternado entre a pessoa que agradece e a comunidade. Os vv. 22-23 são citados em Mc 12,10-11 e paralelos.
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Segunda Leitura
Esforçai-vos por alcançar as coisas do alto, onde está Cristo
Leitura da Carta de São Paulo aos Colossenses            3,1-4
Irmãos, 1 se ressuscitastes com Cristo, esforçai-vos por alcançar as coisas do alto, 2 onde está Cristo, sentado à direita de Deus; aspirai às coisas celestes e não às coisas terrestres. 3 Pois vós morrestes, e a vossa vida está escondida, com Cristo, em Deus. 4 Quando Cristo, vossa vida, aparecer em seu triunfo, então vós aparecereis também com ele, revestidos de glória.  Palavra do Senhor! - Graças a Deus!
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Comentário
Procurar as coisas do alto
Paulo não despreza as realidades terrestres. “Procurar as coisas do alto” significa descobrir a vida nova revelada em Jesus Cristo. O cristão já participa da vida que Jesus vive no mistério de Deus. Essa purificação deve crescer e concretizar-se cada vez mais na história; quando Jesus estiver plenamente manifesto através do testemunho dos cristãos, então essa participação também se tornará completamente manifesta. Estes, conhecendo a vida de Cristo são capazes de discernir e criticar tudo o que não conduz à plena realização humana.
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Aclamação ao Evangelho                 1Cor 5,7b-8a
R. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
V. O nosso cordeiro pascal, Jesus Cristo, já foi imolado. Celebremos, assim, esta festa, na sinceridade e verdade.   (R)
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Evangelho
Ele devia ressuscitar dos mortos
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João    20,1-9
1 No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao túmulo de Jesus, bem de madrugada, quando ainda estava escuro, e viu que a pedra tinha sido retirada do túmulo. 2 Então ela saiu correndo e foi encontrar Simão Pedro e o outro discípulo, aquele que Jesus amava, e lhes disse: "Tiraram o Senhor do túmulo, e não sabemos onde o colocaram". 3 Saíram, então, Pedro e o outro discípulo e foram ao túmulo. 4 Os dois corriam juntos, mas o outro discípulo correu mais depressa que Pedro e chegou primeiro ao túmulo. 5 Olhando para dentro, viu as faixas de linho no chão, mas não entrou. 6 Chegou também Simão Pedro, que vinha correndo atrás, e entrou no túmulo. Viu as faixas de linho deitadas no chão 7 e o pano que tinha estado sobre a cabeça de Jesus, não posto com as faixas, mas enrolado num lugar à parte. 8 Então entrou também o outro discípulo, que tinha chegado primeiro ao túmulo. Ele viu, e acreditou. 9 De fato, eles ainda não tinham compreendido a escritura, segundo a qual ele devia ressuscitar dos mortos.  Palavra da Salvação! - Glória a Vós, Senhor!
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Comentário
Jesus não está morto
A fé na ressurreição tem dois aspectos. O primeiro é negativo: Jesus não está morto. Ele não é falecido ilustre, ao qual se deve construir um monumento. O sepulcro vazio mostra que Jesus não ficou prisioneiro da morte. O segundo aspecto da ressurreição é positivo: Jesus está vivo, e o discípulo que o ama intui essa realidade. A vida de Jesus foi uma doação de amor total aos que lhe estavam próximos e às multidões com as quais se comunicava. Os discípulos que com ele conviveram, desde o batismo de João até a crucifixão, tiveram uma experiência mais profunda deste amor. O próprio Jesus afirmou sua comunhão de amor e vida eterna com o Pai e revelou aos discípulos o caminho para esta comunhão. Após a crucifixão, com o amadurecimento da experiência que tiveram com Jesus, estes discípulos o reencontram "de pé" (anistêmi ou egeirô, colocar-se de pé; traduzido por ressuscitar), enviando-os em missão. Entre as primeiras comunidades de discípulos circulavam duas tradições. Segundo uma delas, após a crucifixão, tendo Jesus sido sepultado no penúltimo dia da semana, seu túmulo foi encontrado vazio pelas mulheres que para aí se dirigiram ao amanhecer do segundo dia que se seguiu. Era sinal de que ele tinha se "levantado" ou ressuscitado. Conforme a outra tradição, após sua morte e sepultura, Jesus apareceu a alguns de seus discípulos. O texto de hoje, do evangelho de João, apresenta a narrativa do encontro do túmulo vazio. Para o discípulo mais amado por Jesus, a ausência do corpo de Jesus não impediu que ele compreendesse que Jesus continuava presente entre eles. Pela experiência do amor vivido, ele creu. Pedro e os demais ainda não tinham compreendido o sentido da vida de Jesus. Seriam necessárias aparições em que Jesus "se manifestasse, não a todo o povo, mas às testemunhas designadas de antemão por Deus". Acreditar na ressurreição é crer no dom da vida eterna por graça de Deus. Este dom nos é concedido a partir da encarnação do Filho de Deus, na pessoa histórica de Jesus de Nazaré. Jesus, humano e divino, na sua vida terrena já vive a dimensão de eternidade, e nós, como ressuscitados, vivemos com ele. Não é no sepulcro ou no passado que se procura Jesus. É hoje, com a sensibilidade que nos faz perceber a sua presença entre os pobres e excluídos.
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Oração
Pai, desperta no meu coração uma fé verdadeira em Cristo ressuscitado, presente e vivo em nosso meio, vencedor da morte e do pecado.
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APROFUNDANDO NA PALAVRA
Páscoa do Senhor, nova criação e novo êxodo
Hoje ressoa na Igreja o anúncio pascal: Cristo ressuscitou; ele vive para além da morte; é o Senhor dos vivos e dos mortos. Na noite mais clara que o dia, a palavra onipotente de Deus que criou os céus e a terra e formou o homem à sua imagem e semelhança chama a uma vida imortal o homem novo, Jesus de Nazaré, filho de Deus e filho de Maria.
Realiza-se a grande e secreta esperança da humanidade
Nele, a semente da vida divina, depositada inicialmente na criatura, atinge uma maturação pessoal única, porque nele habita a plenitude da divindade, a do Filho Unigênito. A humanidade vê realizada, por dom de Deus, a grande e secreta esperança: uma terra e céus "novos", um mundo sem luto e sem lágrimas, paz e justiça, alegria e vida sem sombra e sem fim. Tudo isto, porém, não é visível; só aos olhos de quem crê é dado discernir os traços da nova criatura que se está formando na obscuridade e no trabalho da existência terrena. A morte é vencida pela morte livremente aceita por Jesus; mas ela continua a agir até que tudo seja cumprido. O pecado é vencido pelo sacrifício do inocente; mas o "mistério da iniqüidade acompanha a existência humana até o último dia. No Senhor ressuscitado, a morte e o pecado encontram um sentido aceitável, inserem-se num desígnio cheio de sabedoria e de amor, não mais causam medo, porque pertencem ao velho mundo de que fomos libertados.”
Um povo de homens livres caminha para a vida
Ao contrário da vida natural, que nos é dada sem nosso consentimento, na nova existência só se pode entrar com uma adesão consciente e livre à proposta de renascer através da conversão e do batismo. (Isto é evidente no caso dos adultos; quanto às crianças, batizadas na fé dos pais e da comunidade, o caso é análogo ao primeiro dom da vida, em que a resposta pessoal amadurece graças à educação). Assim, para cada um dos que crêem, a Páscoa é a passagem de um modo de viver para outro; é saída do Egito e imersão no mar Vermelho e caminho pelo deserto até a terra da promessa. Em uma palavra, é o êxodo "deste mundo ao Pai" (cf Jo 13,1; Lc 9,31), em seguimento do Cristo, cabeça do novo povo, animado pelo sopro vital do seu Espírito. Batizados na sua morte e ressurreição, devemos começar a "caminhar em novidade de vida" de filhos de Deus. O nosso "êxodo" coincide com a duração da vida, até a maturidade, até a última "passagem" da morte; o nosso crescimento se dá conforme a correspondência à lei da vida divina em nós, isto é, do amor. Aqui está toda a moral "pascal"; não numa série de preceitos, mas num só mandamento, formulado para cada pessoa e para cada comunidade na variedade das situações de um diálogo incessante entre o Pai e os filhos; encontrando nossa alegria, como Cristo, na sintonia com os seus planos de salvação; abandonando para trás, como Cristo, as formas caducas da religiosidade natural, para viver na fé, oferecendo toda a nossa pessoa como sacrifício espiritual; como Cristo, fiéis ao Pai e fiéis ao homem.
O homem novo, segundo o plano de Deus
Porque "o homem novo é o homem verdadeiro, assim como Deus o concebeu desde toda a eternidade, é o homem fiel à vocação de homem. O homem novo não é "outro" homem, alienado da condição terrestre para ser posto num paraíso qualquer. A oposição se acha entre o pecado e a graça; o homem velho vive na ilusão de poder realizar seu destino incorrendo unicamente a seus recursos; o homem novo realiza perfeitamente a vontade de Deus, único que pode admiti-lo à condição "filial"; sabe que o conteúdo da sua fidelidade à vocação recebida reside na obediência à condição terrena até a morte; sabe que este "sim" de criatura constitui o suporte necessário do "sim" do filho adotivo de Deus" (J. Frisque). Esta é a "novidade" de que os cristãos são "testemunhas" no mundo.
Mas por que a Páscoa nunca cai no mesmo dia todo ano?
O dia da Páscoa é o primeiro domingo depois da Lua Cheia que ocorre no dia ou depois de 21 março (a data do equinócio). Entretanto, a data da Lua Cheia não é a real, mas a definida nas Tabelas Eclesiásticas. (A igreja, para obter consistência na data da Páscoa decidiu, no Conselho de Nicea em 325 d.C, definir a Páscoa relacionada a uma Lua imaginária - conhecida como a "lua eclesiástica").
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Via (Deus Único)

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