MISA COM ORAÇÃO POR CURA E LIBERTAÇÃO CLAMANDO POR MILAGRES. 23 DE JULHO

ABRA - TE À RESTAURAÇÃO

sexta-feira, 3 de março de 2017

Refletindo a Liturgia do dia

Ano A - Dia 03/03/2017 - Cor: Roxo
Sexta Feira Depois das Cinzas
Primeira Leitura
Acaso é este o jejum que aprecio?
Leitura do Livro do Profeta Isaías                         58,1-9a

Assim fala o Senhor Deus: 1 "Grita forte, sem cessar, levanta a voz como trombeta e denuncia os crimes do meu povo e os pecados da casa de Jacó. 2 Buscam-me cada dia e desejam conhecer meus propósitos, como gente que pratica a justiça e não abandonou a lei de Deus. Exigem de mim julgamentos justos e querem estar na proximidade de Deus: 3 'Por que não te regozijaste, quando jejuávamos, e o ignoraste, quando nos humilhávamos?' É porque no dia do vosso jejum tratais de negócios e oprimis os vossos empregados. 4 É porque ao mesmo tempo que jejuais, fazeis litígios e brigas e agressões impiedosas. Não façais jejum com esse espírito, se quereis que vosso pedido seja ouvido no céu. 5 Acaso é esse jejum que aprecio, o dia em que uma pessoa se mortifica? Trata-se 'talvez de curvar a cabeça como junco, e de deitar-se em saco e sobre cinza? Acaso chamas a isso jejum, dia grato ao Senhor? 6 Acaso o jejum que prefiro não é outro: - quebrar as cadeias injustas, desligar as amarras do jugo, tornar livres os que estão detidos, enfim, romper todo tipo de sujeição? 7 Não é repartir o pão com o faminto, acolher em casa os pobres e peregrinos? Quando encontrares um nu, cobre-o, e não desprezes a tua carne. 8Então, brilhará tua luz como a aurora e tua saúde há de recuperar-se mais depressa; à frente caminhará tua justiça e a glória do Senhor te seguirá. 9a Então invocarás o Senhor e ele te atenderá, pedirás socorro, e ele dirá: 'Eis-me aqui"'.  Palavra do Senhor! - Graças a Deus!
---------------------------------------------------------------
Comentário

Acaso é este o jejum que aprecio?
Jejum, penitência e oração são totalmente destituídos de valor e de sentido se não forem vivificados pela caridade e acompanhados das obras de justiça. Assim, o jejum verdadeiramente agradável a Deus consiste em libertar-se do egoísmo e prestar alívio e ajuda ao próximo. A Igreja, abolindo quase inteiramente o preceito do jejum exterior; entendeu empenhar-se com maior força em favor dos pobres e humildes. Durante a Quaresma, o premente convite à prática da caridade está em estreita relação com o convite ao jejum. A Quaresma ajuda-nos a descobrir as necessidades do próximo e lembra-nos que podemos encontrar a maneira de ir-lhe ao encontro, renunciando a algo de pessoal. O jejum cumprido por amor de Deus e dos homens é sinal do desejo de conversão; neste sentido, conserva ainda hoje o seu valor. Procurar a Deus é praticar o direito e a justiça: essa procura pode ser mascarada por atos que parecem mostrar disponibilidade em realizar o projeto de Deus; e qualquer prática de piedade pode esconder um não-compromisso com a vontade de Deus. Ao contrário, a sinceridade se revela através da solidariedade com os oprimidos e da participação efetiva num processo de libertação. Só assim estaremos procurando a Deus, receberemos dele uma resposta benévola e seremos co-agentes deste seu projeto: a construção de uma sociedade fundada no direito e na justiça.
---------------------------------------------------------------
Salmo Responsorial  -  Sl 50(51),3-4.5-6a.18-19   (R. 19b)
R. Ó Senhor, não desprezeis um coração arrependido!
3 Tende piedade, ó meu Deus, misericórdia! Na imensidão de vosso amor, purificai-me! 4 Lavai-me todo inteiro do pecado, e apagai completamente a minha culpa!  (R)

5 Eu reconheço toda a minha iniqüidade, o meu pecado está sempre à minha frente. 6a Foi contra vós, só contra vós, que eu pequei, e pratiquei o que é mau aos vossos olhos!  (R)

18 Pois não são de vosso agrado os sacrifícios, e, se oferto um holocausto, o rejeitais. 19 Meu sacrifício é minha alma penitente, não desprezeis um coração arrependido!
  (R)
---------------------------------------------------------------
Comentário
Do mundo do pecado para o reino da graça
Súplica penitencial, com reconhecimento do pecado e com pedido de perdão. É a segunda parte da cerimônia iniciada com o Sl 50: frente à acusação feita por Deus, só resta ao homem confessar o próprio pecado.
Este salmo nos mostra o retrato do pecador. Obcecado pela culpa, o pecador descobre que o pecado é sempre, e em primeiro lugar, uma ofensa contra Deus, o parceiro da Aliança. Assim, confessar o pecado significa ao mesmo tempo, absolver Deus como inocente, libertando-o de qualquer cumplicidade. Reconhecendo a solidariedade dele, o pecador começa a ressuscitar, pedindo perdão: “purifica-me”, “lava-me”, “devolve-me a alegria”. O castigo do pecado é a morte. Perdoado, o homem pode louvar a Deus, reconhecendo-lhe a misericórdia. Os versículos 18-19 nos mostra que Deus quer o sacrifício da confissão, para que o homem se liberte do pecado.
---------------------------------------------------------------
Aclamação ao Evangelho            Cf. Am 5,14 
R. Salve, Cristo, Luz da vida, companheiro na partilha!
V. Buscai o bem, não o mal, pois assim vivereis: então, o Senhor, nosso Deus, convosco estará!  (R)
---------------------------------------------------------------
Evangelho
Dias virão em que o esposo lhes será tirado, e então jejuarão
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus    9,14-15
Naquele tempo, 14 os discípulos de João aproximaram-se de Jesus e perguntaram: "Por que razão nós e os fariseus praticamos jejuns, mas os teus discípulos não?" 15 Disse-lhes Jesus: "Por acaso os amigos do noivo podem estar de luto enquanto o noivo está com eles? Dias virão em que o noivo será tirado do meio deles. Então, sim, eles jejuarão".  Palavra da Salvação! - Glória a Vós, Senhor!
---------------------------------------------------------------
Comentário
O esposo está para partir
Os discípulos de João, atrelados aos dos fariseus, ficavam incomodados com o comportamento dos discípulos de Jesus no tocante à prática do jejum. Ao supervalorizar este ato de piedade, imaginavam estar dando mostras de santidade e de seriedade de vida. Não acontecendo o mesmo com o grupo de Jesus, concluíam faltar-lhes profundidade. Quiçá os considerassem levianos e desregrados. Estas considerações não chegaram a influenciar a pedagogia de Jesus, no trato com os discípulos. Servindo-se da metáfora da festa de casamento, estabeleceu uma clara distinção entre o tempo de alegrar-se e o tempo de jejuar. O primeiro corresponderia ao tempo de sua presença, qual um noivo, junto dos que escolhera para estar consigo. Seria o tempo de feostejar, comemorar, desfrutar de uma presença tão querida. O segundo diz respeito ao tempo de sua ausência, a ser consumada por meio da morte de cruz. Figurativamente, seria o tempo da ausência do noivo, no qual todos se preparam para sua chegada, e se privam de alimentos, em vista do banquete que será oferecido. Portanto, os discípulos não jejuavam simplesmente pelo fato de terem ainda Jesus junto de si. O tempo em que o esposo lhes seria tirado estava se aproximando. Aí, sim, o jejum seria uma exigência, em vista de preparar-se para acolher a segunda vinda do Senhor. Os três evangelistas sinóticos apresentam esta narrativa do questionamento aos discípulos de Jesus sobre o jejum. De fato, eles jejuavam, como os fariseus, enquanto Jesus, após o chamado de Mateus, come com ele em sua casa, em companhia dos considerados "pecadores" e outros publicanos. A narrativa exprime as dificuldades de grupos de discípulos de João Batista, após sua morte, serem absorvidos no movimento de Jesus. João não pretendia fundar escolas de discipulado. Porém, estes grupos se ativeram mais aos aspectos da austeridade de João Batista e permaneceram, ainda, presos às antigas observâncias do seu judaísmo de origem. Nisto eles se assemelhavam aos fariseus, por eles mencionados. Contudo, João foi um profeta inovador, pela ruptura com o judaísmo e pelo anúncio da conversão mediante a prática da justiça. Jesus adere a esta proposta e a amplia, dando-lhe o caráter da justiça que não discrimina e que conduz à plenitude da vida. Com Jesus vive-se novos tempos, como que em um banquete nupcial, partilhando a alegria com o noivo. Como em uma grande núpcias, somos chamados a participar de todos os valores da vida, a alegria, a amizade, a acolhida, a solidariedade, a partilha, a comunhão. É a alegria de viver, no dia-a-dia, o projeto de Deus de renovar todas as coisas.
---------------------------------------------------------------
Oração
Pai, desejo preparar-me bem para celebrar a Páscoa, tempo de reencontro com o Ressuscitado. Que o jejum me predisponha, do melhor modo possível, para este momento.
---------------------------------------------------------------

Via (Deus Único

0 comentários:

Postar um comentário