MISA COM ORAÇÃO POR CURA E LIBERTAÇÃO CLAMANDO POR MILAGRES. 23 DE JULHO

ABRA - TE À RESTAURAÇÃO

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Meditando o evangelho, Quarta, 15 de Fevereiro 2017



Evangelho

O cego ficou curado, e enxergava todas as coisas com nitidez.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos 8,22-26
Naquele tempo, 22 Jesus e seus discípulos chegaram a Betsaida. Algumas pessoas trouxeram-lhe um cego e pediram a Jesus que tocasse nele. 23 Jesus pegou o cego pela mão, levou-o para fora do povoado, cuspiu nos olhos dele, colocou as mãos sobre ele, e perguntou: "Estás vendo alguma coisa?" 24 O homem levantou os olhos e disse: "Estou vendo os homens. Eles parecem árvores que andam". 25 Então Jesus colocou de novo as mãos sobre os olhos dele e ele passou a enxergar claramente. Ficou curado, e enxergava todas as coisas com nitidez. 26 Jesus mandou o homem ir para casa e lhe disse: "Não entres no povoado!"   Palavra da Salvação! - Glória a Vós, Senhor!
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Comentário

Visão recobrada

A cura em dois tempos é um símbolo do que acontece com os discípulos. Eles acompanham Jesus e vêem tudo o que ele faz, mas ainda não percebem que Jesus é o Messias. Só compreenderão isso claramente a partir da cena seguinte, onde Jesus começa a revelar seu próprio destino (Mc 8,27-10,52). A cura do cego teve uma função simbólica na formação dos discípulos. Jesus estava para lhes revelar coisas muito importantes, que exigiriam grande lucidez para serem compreendidas e assimiladas. A cegueira espiritual poderia levá-los a não entender as palavras do Mestre, ou a deturpá-las. A experiência do cego correspondia à experiência que os discípulos também deveriam fazer. Jesus acolheu a súplica dos que conduziam o cego, pedindo-lhe que o tocasse. Este foi levado para um lugar afastado. Ao cabo de um verdadeiro ritual, Jesus restituiu-lhe a visão, de forma que o homem começou a ver bem todas as coisas, mesmo de longe. Aos discípulos faltava esta visão perfeita, pois eram ainda incapazes de captar a exata impostação do convite de Jesus para segui-lo. A compreensão que tinham do messianismo não se adequava àquela de Jesus. Esperavam que o Mestre se manifestasse como messias rei, cheio de glória e de poder. Nem de longe podiam imaginar o quanto o projeto de Jesus se distanciava deste modelo messiânico. Os olhos dos discípulos deveriam ser abertos por Jesus assim como o foram os olhos do cego. Continuar a caminhar como cegos seria uma imprudência. Suas vidas corriam o risco de terminar numa frustrante decepção. Viajando da Decápole para Cesaréia de Filipe, Jesus passa por Betsaida. Esta é a cidade de Pedro, André e Filipe, com grande presença de gregos entre a população. A esta cidade Marcos associa a cura de um cego. É característica de Marcos este tipo de narrativa detalhada e minuciosa em descrever os gestos e reações de Jesus. Jesus leva o cego pela mão, cospe em seus olhos, impõe-lhe as mãos. Como o cego ainda não vê bem, Jesus coloca novamente as mãos sobre seus olhos e ele passa a ver perfeitamente. Marcos já registrara o uso da saliva por Jesus ao curar um surdo-gago. Jesus retira o cego do "povoado" e diz que não volte a ele. Pode-se perceber uma simbologia na narrativa. O "povoado" seria uma alusão às populações sob a influência da doutrina do judaísmo nesta região. O "cego" é impedido de "ver" por causa de tal doutrina. Jesus, uma vez abrindo-lhes os olhos, recomenda que ele não volte àquela doutrina. Há uma alusão aos discípulos originários do judaísmo. Estes foram formados na doutrina messiânica davídica de poder, o que dificulta que entendam a revelação do amor humilde e misericordioso de Jesus.
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Oração
Pai, abre meus olhos para que, pela fé, eu reconheça teu filho Jesus, e possa beneficiar-me da força libertadora que dele provém.
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Via (Deus Vivo)

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