MISA COM ORAÇÃO POR CURA E LIBERTAÇÃO CLAMANDO POR MILAGRES. 23 DE JULHO

ABRA - TE À RESTAURAÇÃO

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Liturgia comentada da Missa do Natal do Senhor, 25 de Dezembro de 2016


NATAL - MISSA DO DIA (Branco, Glória, Creio, Prefácio do Natal – Ofício da Solenidade)

Antífona de entrada
Um menino nasceu para nós: um filho nos fai dado! O poder repousa nos seus ombros. Ele será chamado “mensageiro do conselho de Deus” (Is 9,6).
Oração do Dia
Ó Deus, que admiravelmente criastes o ser humano e mais admiravelmente restabelecestes a sua dignidade, dai-nos participar da divindade do vosso Filho, que se dignou a assumir a nossa humanidade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.



Primeira Leitura
Foi-nos dado um filho

Leitura do Livro do Profeta Isaías                    9,1-6

O povo, que andava na escuridão, viu uma grande luz; para os que habitavam nas sombras da morte, uma luz resplandeceu. 2Fizeste crescer a alegria, e aumentaste a felicidade; todos se regozijavam em tua presença como alegres ceifeiros na colheita, ou como exaltados guerreiros ao dividirem os despojos. 3 Pois o jugo que oprimia o povo, a carga sobre os ombros, o orgulho dos fiscais tu os abateste como na jornada de Madiã. 4 Botas de tropa de assalto, trajes manchados de sangue, tudo será queimado e devorado pelas chamas. 5 Porque nasceu para nós um menino, foi-nos dado um filho; ele traz aos ombros a marca da realeza; o nome que lhe foi dado é: Conselheiro admirável, Deus forte, Pai dos tempos futuros, Príncipe da paz. 6 Grande será o seu Reino e a paz não há de ter fim sobre o trono de Davi e sobre o seu reinado, que ele irá consolidar e confirmar em justiça e santidade, a partir de agora e para todo o sempre. O amor zeloso do Senhor dos exércitos há de realizar estas coisas.  Palavra do Senhor! - Graças à Deus!
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Comentário
A salvação que fará seguir ao castigo dos crimes de Israel
Em 732 a.C., o rei da Assíria toma os territórios da Galiléia e adjacências, incluindo Zabulon e Naftali. O povo do Reino do Sul teme o avanço assírio, mas o profeta mostra que Deus libertará os oprimidos e trará a paz. O que leva Isaías a essa luminosa esperança é o nascimento do Emanuel (cf. 7,14), que é Ezequias, o filho herdeiro de Acaz. O profeta prevê um chefe sábio, fiel a Deus, duradouro e pacífico; ele perpetuará a dinastia de Davi, estendendo o reinado deste até às regiões agora denominadas pela Assíria e organizando uma sociedade fundada no direito e na justiça. Mateus, reinterpretando este oráculo, o aplica à pessoa e ação de Jesus (MT 4,13-16). Esta seção começa com um novo oráculo messiânico; 8,23b lhe serve de embasamento: ele declara que as terras escravizadas pela Assíria em 732 serão libertadas. O texto alude aos acontecimentos desencadeados pelo motivo da guerra sírio-efraimita: Ajaz, desdenhando o apoio de Deus, pede ajuda a Assíria, para que o defenda da coligação. Esta, demasiado feliz pela solicitude de Ajaz, se precipita sobre Aram e o derrota, escravizando, ao passo que uma parte do reino de Israel do Norte, se converterá em "distrito" dos gentios (daí a denominação "galiléia dos gentios"). Uma parte da terra prometida se vê, desta maneira, condenada a viver nas trevas da ocupação pagã. Em 721 cairá Samaria. De fato, um dos oráculos de libertação se pronuncia a propósito desta derrota. No entanto, se trata de um oráculo estranho, já que nele não só se anuncia a libertação do jugo pagão, mas também a aniquilação de toda potência guerreira e a instauração de um reino de paz (versículos 4.6). O anúncio se vê associado ao anúncio do nascimento de um menino (versiculo 5) que remete ao capítulo 7. Este menino recebe insígnias reais e quatro títulos transcendentais. Estes últimos poderiam evocar a prática egípcia de coroação do faraó, transplantada a Jerusalém na época de Davi. Aqui se encontra uma alusão clara à coroação de Ezequias, que teve lugar quando este ainda era criança. Mas, tal e como se formula, o oráculo pretende chegar muito mais longe da pessoa do rei: evoca a paz cósmica e sua instauração por meio de uma criança saída de Jerusalém.
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Salmo Responsorial    -    Sl 95(96),1-2a.2b-3.11-12.13          (R. Lc 2,11)
R. Hoje nasceu para nós o Salvador, que é Cristo, o Senhor.
Cantai ao Senhor Deus um canto novo, 2a cantai ao Senhor Deus, ó terra inteira! Cantai e bendizei seu santo nome!    (R)

2b Dia após dia anunciai sua salvação, 3 manifestai a sua glória entre as nações, e entre os povos do universo seus prodígios!   (R)

11 O céu se rejubile e exulte a terra, aplauda o mar com o que vive em suas águas; 12 os campos com seus frutos rejubilem e exultem as florestas e as matas.   (R)

13 Na presença do Senhor, pois ele vem, porque vem para julgar a terra inteira. Governará o mundo todo com justiça, e os povos julgará com lealdade.
     (R)
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Comentário
Deus vem para governar a terra
Hino à realeza de Deus, que vem para estabelecer o seu Reino de justiça
Este salmo é um louvor a Deus, proclamando a sua vitória sobre os ídolos das nações. A função do povo de Deus é testemunhar na história, através do louvor e da ação, o Deus vivo que derrota os ídolos. A proclamação central deste louvor é a realeza de Deus, soberano do universo e da história. Toda a comunidade é convidada a participar do louvor com que o povo aclama seu Deus. Sua realeza se estabelece na história à medida que a justiça triunfa sobre a injustiça. Em cada luta pela justiça, é o próprio Deus quem está vindo para reinar. Coloquemos nossa vida nas mãos de Deus, mas, sempre fazendo a nossa parte e vivendo de acordo com a vontade Dele, com certeza nos cobrirá de graças e bênçãos.
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Segunda Leitura
Manifestou-se a bondade de Deus para toda a humanidade
Leitura da Carta de São Paulo a Tito               2,11-14
Caríssimo: 11 a graça de Deus se manifestou trazendo salvação para todos os homens. 12 Ela nos ensina a abandonar a impiedade e as paixões mundanas e a viver neste mundo com equilíbrio, justiça e piedade 13 aguardando a feliz esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e salvador, Jesus Cristo. 14 Ele se entregou por nós, para nos resgatar de toda maldade e purificar para si um povo que lhe pertença e que se dedique a praticar o bem.  Palavra do Senhor! - Graças à Deus!
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Comentário
Vivamos na piedade aguardando a feliz esperança
A manifestação de Deus muda o modo de compreender e viver a vida. O cristão passa a viver voltado para a realização final, isto é, para a manifestação gloriosa de Jesus. O versículo 14 testemunha a fé dos primeiros cristãos na divindade de Jesus. Paulo convida os membros da comunidade ao testemunho eficaz. Para que haja verdadeira evangelização, não basta um ensinamento “conforme a sã doutrina”. São dois os elementos requeridos: anúncio e “sinais”. Estes podem ser milagres, ou o testemunho de vida de uma comunidade. Estes podem ser milagres, ou o testemunho de vida de uma comunidade, que apóia o anúncio. Sem este segundo elemento, fica vazio o primeiro. Nas circunstâncias normais, portanto, um evangelizador isolado, a agir sem o apoio da vida de uma comunidade, estaria a chover no molhado. Todo cristão consciente, como membro de uma comunidade, tem uma responsabilidade evangelizadora. Esta não pode ser deixada para os ombros dos “encarregados oficiais”. Se alguma coisa não funciona, somos todos chamados ao exame de consciência.
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Aclamação ao Evangelho                               Lc 2,10-11
R. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
V. Eu vos trago a boa nova de uma grande alegria: é que hoje vos nasceu o Salvador, Cristo, o Senhor.    (R)
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Evangelho
Hoje, nasceu para vós um Salvador
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas       2,1-14
1 Aconteceu que, naqueles dias, César Augusto publicou um decreto, ordenando o recenseamento de toda a terra. 2 Este primeiro recenseamento foi feito quando Quirino era governador da Síria. 3 Todos iam registrar-se cada um na sua cidade natal. 4 Por ser da família e descendência de Davi, José subiu da cidade de Nazaré, na Galiléia, até a cidade de Davi, chamada Belém, na Judéia, 5 para registrar-se com Maria, sua esposa, que estava grávida. 6 Enquanto estavam em Belém, completaram-se os dias para o parto, 7 e Maria deu à luz o seu filho primogênito. Ela o enfaixou e o colocou na manjedoura, pois não havia lugar para eles na hospedaria. 8 Naquela região havia pastores que passavam a noite nos campos, tomando conta do seu rebanho. 9 Um anjo do Senhor apareceu aos pastores, a glória do Senhor os envolveu em luz, e eles ficaram com muito medo. 10 O anjo, porém, disse aos pastores: "Não tenhais medo! Eu vos anuncio uma grande alegria, que o será para todo o povo: 11 Hoje, na cidade de Davi, nasceu para vós um salvador, que é o Cristo Senhor. 12 Isto vos servirá de sinal: Encontrareis um recém-nascido envolvido em faixas e deitado numa manjedoura". 13 E, de repente, juntou-se ao anjo uma multidão da corte celeste. Cantavam louvores a Deus, dizendo: 14"Glória a Deus no mais alto dos céus, e paz na terra aos homens por ele amados".  Palavra da Salvação! - Glória a Vós, Senhor!
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Comentário
O Messias veio para todos, principalmente os mais pobres
O recenseamento ordenado pelo imperador era instrumento de dominação, já que possibilitava saber quantas pessoas deviam pagar o tributo. Dentro dessa situação de dominação nasce Jesus, o Messias, que desde o primeiro instante de sua vida se identifica com os pobres. Os primeiros a receber a Boa Notícia (Evangelho) são os pobres e marginalizados, aqui representado pelos pastores. Com efeito, na sociedade da época, os pastores eram desprezados, porque não tinham possibilidade de cumprir todas as exigências da Lei. É para eles que nasceu o Salvador, o Messias e o Senhor. E são os primeiros a anunciar a sua chegada. Jesus é o Salvador, porque traz a libertação definitiva. É o Messias, porque traz o Espírito de Deus, que convoca os homens para uma relação de justiça e amor fraterno (cf. Is 11,1-9). É o Senhor, porque vence todos os obstáculos, conduzindo os homens dentro de uma história nova.Lucas e Mateus, começando seus evangelhos com a narrativa do nascimento de Jesus na cidade de Belém, vinculada à memória de Davi, têm a intenção de atribuir a Jesus uma origem davídica. Nos evangelhos de Marcos e de João não há referências ao nascimento em Belém. Lucas destaca as condições de despojamento e pobreza neste nascimento. Enquanto Mateus narra a visita dos magos do oriente trazendo ricos presentes, Lucas narra a visita dos humildes pastores em vigília dos rebanhos de seus patrões. Lucas é o evangelista dos pobres amados por Deus. Em um mundo marcado pelas injustiças dos poderosos, o povo oprimido vislumbra a libertação e a vida plena.
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Oração Sobre as Oferendas
Sejam de vosso agrado, ó Pai, as oferendas da festa de hoje, que nos trazem a perfeita reconciliação e a plenitude do culto divino. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona de Comunhão
O mundo inteiro viu o salvador que nos foi enviado por Deus (Sl 97,3).

Depois da Comunhão
Ó Deus de misericórdia, que o salvador do mundo hoje nascido, como nos fez nascer para a vida divina, nos conceda também sua imortalidade. Por Cristo, nosso Senhor.

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APROFUNDANDO NA PALAVRA
Porque se celebra o Natal a 25 de dezembro
DIA: 25; MÊS: No sexto mês a contar da concepção de seu primo João, isto é, dezembro. ANO: Provavelmente entre os anos 7 - 6 a.C. que corresponde ao ano 153 da Fundação de Roma.
Por que se celebra o Natal a 25 de dezembro? Os historiadores demonstraram que a festa tem a sua origem numa brilhante operação pastoral realizada pela Igreja de Roma na primeira metade do quarto século. Nessa época, os povos da Europa Ocidental, sob a influência cultural latina, comemoravam o "solstício do inverno". É quando o sol, tendo chegado aos trópicos, parece estacionário durante alguns dias. Isto acontece aos 25 de dezembro. Os dias então se alongam, eliminando o temor da invasão das trevas. O "sol invicto" era tido como símbolo de vida.
A igreja fez uma transferência de significado, indicando na pessoa de Jesus o verdadeiro sol de justiça, autêntica luz da verdade e transformando o dia do nascimento do sol em dia do Nascimento de Jesus Cristo.
REVANCHE DO PAGANISMO
Os ídolos foram derrubados, mas não destruídos. Hoje, parece que renascem das cinzas. Herodes ameaça de extinção o menino Jesus. Luzes em profusão caracterizam o período natalino nas ruas e nas vitrinas, troca de presentes e cartões de boas festas, árvores decoradas, papai Noel de todos os tamanhos acabam por tomar conta do quadro da celebração do Natal .
Este se torna mera ocasião de festa, é aparato exterior, fábula, coreografia, anúncio publicitário. Natal passa a ser festa natalícia sem aniversariantes. Embora a comercialização, o consumo materialista esvaziem a festa do seu significado, nem por isso deixam de chamar a atenção para o acontecimento. Faz-se necessário recuperar o valor cristão do Natal.
O DIA DO NASCIMENTO
Os Evangelhos não pretendem apresentar a biografia histórica de Jesus e nem estavam em condições disso. Assim, só se pode ter uma cronologia da vida de Jesus em suas linhas gerais:

Mt 2 situa o nascimento de Jesus antes da morte de Herodes, em 4 a.C.
Lc 3,1-2 situa o início de sua vida pública no 15º ano do reinado de Tibério, data que pode significar o ano 26 ou o 28.
Jo 2,20 situa a purificação do Templo no 46º ano de sua construção, que foi iniciada no 18º ano de Herodes, ou seja, segundo a cronologia de Josefo no ano 20 a.C.

Não se pode calcular com segurança a data do nascimento de Jesus nem a data de sua morte. Sua vida deve ter-se desenvolvido quase completamente entre a morte de Herodes (4 a.C.) e o ano 30 dC, data que se deve estar próxima da data real da morte de Jesus.
Os três Evangelhos sinóticos apresentam um roteiro comum da vida pública de Jesus: o batismo de João, a tentação, a pregação na Galiléia, a viagem a Jerusalém, um breve ministério em Jerusalém e sua Paixão e Morte.
O PROVÁVEL ANO DO NASCIMENTO DE JESUS
Jesus nasceu provavelmente entre os anos 7 - 6 a.C. que corresponde ao ano 753 da Fundação de Roma. A era cristã estabelecida por Dioniso, o pequeno, (século VI) resulta de um cálculo errôneo. São Lucas estabelece um sincronismo entre a história profana e história da salvação.
Tibério sucedeu a Augusto (LC 2,1) aos dezenove de agosto do ano 14 d.C. O ano 15 vai, pois, de 19 de agosto de 28 a 18 de agosto de 29, ou segundo o modo de calcular os anos do reinado em uso na Síria, de setembro-outubro de 27 a setembro-outubro de 28.
Jesus tem, portanto, no mínimo 33 anos, provavelmente até mesmo 35 a 36 anos. A indicação do capítulo 2, 23 é aproximativa.
Apenas sublinhe que Jesus tinha a idade requerida para exercer missão pública. A "Era Cristã" fixada por Dioniso, o pequeno, no século VI resulta de se ter tomado estritamente o número de trinta anos: os 29 anos completos de Jesus, descontados do ano 782 de Roma (XV ano de Tibério), indicaram 753 para início de nossa era.
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Publicações dos Sites: Deus Único e Católicos Orantes


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