ENCONTRO DE CURA E LIBERTAÇÃO

17 DE DEZEMBRO

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Liturgia da Solenidade de Nossa Senhora Aparecida, 12 de Outubro 2016

Ano C - Cor: Branco

Quarta Feira da 28º Semana do Tempo Comum

Nossa Senhora da Conceição Aparecida, padroeira principal do Brasil

Primeira Leitura

Concede-me a vida do meu povo, eis o meu desejo!

Leitura do Livro de Ester                        5,1b-2; 7,2b-3

1b Ester revestiu-se com vestes de rainha e foi colocar-se no vestíbulo interno do palácio real, frente à residência do rei. O rei estava sentado no trono real, na sala do trono, frente à entrada. 2 Ao ver a rainha Ester parada no vestíbulo, olhou para ela com agrado e estendeu-lhe o cetro de ouro que tinha na mão, e Ester aproximou-se para tocar a ponta do cetro. 7,2b Então, o rei lhe disse:
"O que me pedes, Ester; o que queres que eu faça? Ainda que me pedisses a metade do meu reino, ela te seria concedida". 3 Ester respondeu-lhe: "Se ganhei as tuas boas graças, ó rei, e se for de teu agrado, concede-me a vida - eis o meu pedido! - e a vida do meu povo - eis o meu desejo!"  Palavra do Senhor! - Graças à Deus!

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Comentário

O dom da vida

Enquanto os poderosos se embriagam e se alienam em banquetes para sustentar o próprio poder, os oprimidos se conscientizam e se preparam para agir, através da oração e do jejum. Noutras palavras, sua necessidade e clamor chegam ao limite e os impelem a tomar posição. As situações estão prestes a se inverter: através da fraqueza os orpimidos (Ester), Deus começa a agir para quebrar a força dos poderosos e derrotar o poder do inimigo. Enquanto isso, os oprimidos, mesmo ameaçados, não se dobram diante do opressor. É a resistência dos oprimidos desmascarando a "verdade" do opressor e acelerando os acontecimentos. O pedido e o desejo de Ester são os mesmos de todo o povo: a vida. No entanto, para que todos tenham vida é preciso denunciar a perversidade do sistema opressor, que vende o povo para ser exterminado, morto e aniquilado. Além do mais, o que se ganha, destruindo o povo? A atitude de Ester é exemplo ousado para qualquer autoridade: ela arrisca a própria vida para salvar a vida do povo e a ele servir.

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Salmo Responsorial - 44(45),11-12a.12b-13.14-15a.15b-16    (R. 11.12a)

R. Escutai, minha filha, olhai, ouvi isto: que o Rei se encante com vossa beleza!

11 Escutai, minha filha, olhai, ouvi isto: "Esquecei vosso povo e a casa paterna! 12a Que o Rei se encante com vossa beleza!    (R) 

12b Prestai-lhe homenagem: é vosso Senhor! 13 O povo de Tiro vos traz seus presentes, os grandes do povo vos pedem favores.  (R) 

14 Majestosa, a princesa real vem chegando vestida de ricos brocados de ouro. 15a Em vestes vistosas ao Rei se dirige.   (R) 

15b E as virgens amigas lhe formam cortejo; 16 entre cantos de festa e com grande alegria, ingressam, então, no palácio real".  (R)

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Comentário

Defender a verdade e a justiça

Elogio dedicado ao rei, por ocasião do casamento

Este salmo nos mostra que a função do rei é lutar pela verdade e justiça, defendendo o povo, principalmente em conflitos internacionais. Após explicar o novo estilo de vida da noiva, o salmo descreve sua entrada até o rei, para a cerimônia do casamento.

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Segunda Leitura

Um grande sinal apareceu no céu

Leitura do Apocalípse de São João          12,1.5.13a.15-16a

1 Apareceu no céu um grande sinal: uma mulher vestida do sol, tendo a lua debaixo dos pés e sobre a cabeça uma coroa de doze estrelas. 5 E ela deu à luz um filho homem, que veio para governar todas as nações com cetro de ferro. Mas o filho foi levado para junto de Deus e do seu trono. 13a Quando viu que tinha sido expulso para a terra, o dragão começou a perseguir a mulher que tinha dado à luz o menino. 15 A serpente, então, vomitou como um rio de água atrás da mulher, a fim de a submergir. 16a A terra, porém, veio em socorro da mulher.  Palavra do Senhor! - Graças à Deus!

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Comentário

Jesus Messias vence o mal

A Mulher é um símbolo cheio de significados: é Eva, a mãe da humanidade (cf. Gn 3,15-20); também o povo de Israel (doze estrelas = doze tribos) assim como Sião, o resto do povo de Deus que espera o Messias (Is 66,7). É também Maria enquanto mãe de Jesus e mãe dos discípulos de Jesus (Jo 19,25-27), e o povo de Deus da nova Aliança (doze estrelas = doze apóstolos). O dragão personifica o mal, inimigo de Deus. Trata-se do egoísmo, orgulho e auto-suficiência que deformam os indivíduos e os grupos sociais. Ele é sanguinário (vermelho), tem pleno poder sobre os impérios do mundo (sete cabeças e sete diademas), mas sua força é relativa e imperfeita (dez chifres). Ele tem a pretensão de lutar contra Deus (estrelas do céu). Quer devorar o Filho da Mulher, o Messias que veio para destruí-lo. O Filho é Jesus, que nasce (ressurreição) para a glória e para dominar as nações, destruindo o poder do dragão. O mal foi derrotado. Agora a situação do povo de Deus é como a dos hebreus no deserto, libertados da escravidão: viverá no deserto até o fim da história, em meio a perseguições e na intimidade com Deus. O mal não conseguiu vencer Jesus; por isso agora persegue os cristãos seguidores de Jesus. Mas estes são continuamente protegidos por Deus, até o final da história. É tempo de perseguição (rio) mas, como no Êxodo, o povo de Deus não sucumbe.

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Aclamação ao Evangelho                              Jo 2,5b

R. Aleluia, Aleluia, Aleluia.

V. Disse a Mãe de Jesus aos serventes: fazei tudo o que Ele disser!  (R)

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Evangelho

Fazei o que ele vos disser



Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João       2,1-11

Naquele tempo, 1 houve um casamento em Caná da Galiléia. A mãe de Jesus estava presente. 2 Também Jesus e seus discípulos tinham sido convidados para o casamento. 3 Como o vinho veio a faltar, a mãe de Jesus lhe disse: "Eles não têm mais vinho". 4 Jesus respondeu-lhe: "Mulher, por que dizes isto a mim? Minha hora ainda não chegou". 5 Sua mãe disse aos que estavam servindo: "Fazei o que ele vos disser". 6 Estavam seis talhas de pedra colocadas aí para a purificação que os judeus costumam fazer. Em cada uma delas cabiam mais ou menos cem litros. 7 Jesus disse aos que estavam servindo: "Enchei as talhas de água". Encheram-nas até a boca. 8 Jesus disse: "Agora tirai e levai ao mestre-sala". E eles levaram. 9 O mestre-sala experimentou a água que se tinha transformado em vinho. Ele não sabia de onde vinha, mas os que estavam servindo sabiam, pois eram eles que tinham tirado a água. 10 O mestre-sala chamou então o noivo e lhe disse: "Todo mundo serve primeiro o vinho melhor e, quando os convidados já estão embriagados, serve o vinho menos bom. Mas tu guardaste o vinho bom até agora!" 11 Este foi o início dos sinais de Jesus. Ele o realizou em Caná da Galiléia e manifestou a sua glória, e seus discípulos creram nele.    Palavra da Salvação! - Glória a Vós, Senhor!

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Comentário

A transformação da água em vinho

Segundo João, a primeira semana de Jesus termina com a festa de casamento em Cana. João relata este episódio por causa do seu aspecto simbólico: o casamento é o símbolo da união de Deus com a humanidade, realizada de maneira definitiva na pessoa de Jesus, Deus-e-Homem. Sem Jesus, a humanidade vive uma festa de casamento sem vinho. Maria, aliviando a situação constrangedora, simboliza a comunidade que nasce da fé em Jesus, e as últimas palavras que ela diz neste evangelho são um convite: “Façam o que Jesus mandar”. Jesus diz que a sua hora ainda não chegou, pois só acontecerá na sua morte e ressurreição, quando ele nos reconcilia com Deus. Jesus utilizou a água que os judeus usavam para as purificações. Os judeus estavam cegos pela preocupação de não se mancharem, e sua religião multiplicava os ritos de purificação. Mas Jesus transformou a água em vinho! É que a religião verdadeira não se baseia no medo do pecado. O importante é receber de Jesus o Espírito. Este, como vinho generoso, faz a gente romper com as normas que aprisionam e com a mesquinhez da nossa própria sabedoria. O episódio de Cana é uma espécie de resumo daquilo que vai acontecer através de toda a atividade de Jesus: com sua palavra e ação, Jesus transforma as relações dos homens com Deus e dos homens entre si. Maria, como mãe de Jesus, o Filho de Deus, é revestida de imensa glória. Sua proximidade do Filho permite que seja um apoio para nossa fé. Maria nos conduz a Jesus. Pois é a si próprio que Jesus chama a todos para segui-lo como discípulos. O evangelista João fala sempre em "a mãe de Jesus", sem dizer seu nome. "Mãe", com seu sentido de origem do ser, representa a maternidade universal e divina de Maria, gerando para a vida eterna. A nossa piedade vê, neste evangelho, o importante papel de Nossa Senhora no projeto salvífico de Deus. Ela é sensível às nossas necessidades, e intercede por nós junto a seu Filho. E Jesus atende aos apelos de sua mãe. Em Ester (primeira leitura) a tradição encontrou uma similitude com Maria: ela intercede junto ao rei por seu povo. No Apocalipse, a mulher celestial que dá à luz um filho homem (segunda leitura), também encontramos uma alusão à Maria. Aqui podemos, ainda, ver uma referência à Igreja, na terra, perseguida pela Serpente. No evangelho de João temos uma simbologia abrangente. Jesus está inaugurando seu ministério. Nele encontramos algo extraordinariamente novo, que extrapola as expectativas e observâncias do judaísmo. Na tradição profética, a Aliança de Deus com seu povo é apresentada como uma núpcias. Nesta narrativa de João, a festa de núpcias não oferece vinho suficiente. Haviam seis talhas de pedra, vazias, destinadas às purificações rituais dos judeus, que foram preenchidas com água. A água de purificação não é solução. É preciso transformá-la. A atual prática do judaísmo deixa a desejar. A mãe de Jesus percebe o problema. Com seu simbolismo, João não pretende realçar a relação amorosa, mãe-filho, mas sim a relação de maternidade entre Maria e a humanidade. Jesus afirma que não é a "sua hora", a hora de sua glorificação na cruz, que consagra uma vida toda dedicada à renovação do mundo pelo amor, até o fim, sem temer a morte. Contudo Jesus resolve sinalizar sua "hora", e associa a água, fonte da vida, ao vinho, fonte de alegria! O amor de Jesus liberta da Lei e gera vida e alegria.

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Oração

Espírito Santo, revela-me a identidade profunda da Mãe do Salvador, que reconhecemos como intercessora e caminho seguro para chegar a Jesus. Que o testemunho de Maria cale fundo no meu coração, transformando-me em perfeito discípulo de Jesus. E que eu possa conduzir muitas outras pessoas a crerem em teu Filho.

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APROFUNDANDO NA PALAVRA

Nossa Senhora de Aparecida

No Brasil, estado de São Paulo, encontra-se a cidade de Aparecida do Norte. Ela é, sobretudo, conhecida como o principal santuário mariano nacional para onde convergem peregrinos provenientes de todo o país, rumo à Basílica da Virgem Imaculada, Nossa Senhora de Aparecida, santa Padroeira do Brasil.

Porquê o nome de Nossa Senhora “Aparecida” para a Imaculada Conceição?

Tudo começou no século XVIII, quando alguns pescadores, habituados a lançar as suas redes no rio Paraíba, perto de São Paulo, certo dia do ano de 1717, apanham uma estátua sem cabeça no meio da sua pescaria... Ao lançarem novamente as redes, retiram a cabeça da estátua: pareceu então que se tratava de uma Virgem Negra... Diz a lenda que quando os pescadores pescaram o corpo e depois a cabeça, a silhueta frágil da Virgem Aparecida se tornou extremamente pesada. Eles não conseguiram levá-la para lado nenhum. Depois disso, na tradição religiosa brasileira, a Virgem Aparecida, sob o vocábulo da sua Imaculada Conceição, é a Santa Mãe, padroeira das mulheres grávidas e dos recém-nascidos, dos rios e do mar, do ouro, do mel, da beleza e da sedução. No decorrer dos anos a devoção à Virgem imaculada “aparecida” tem vindo a aumentar e numerosas graças foram obtidas. Em 1737, o vigário de Guaratinguetá mandou construir uma capela para os fiéis.

Uma Basílica gigantesca para a Santa Padroeira do Brasil

Em 1834 deu-se início à construção de uma igreja maior, que veio a ser a "velha Basílica" quando, em 1955, se empreenderam os trabalhos da gigantesca "nova Basílica", por decreto do Vaticano, em 1884, por ocasião do primeiro cinquentenário da proclamação do Dogma da Imaculada Conceição, Nossa Senhora de Aparecida foi coroada pelo arcebispo de São Paulo, em presença do Núncio Apostólico. No dia 16 de Julho de 1930, nova homenagem da nação a Nossa Senhora de Aparecida que foi então solenemente proclamada santa padroeira do Brasil, em presença de todas as autoridades civis e religiosas do país. Nesse dia, o Cardeal Leme, Arcebispo do Rio de Janeiro, pronunciou a consagração do Brasil à Santa Virgem Aparecida. Entretanto, até por volta de 1950, Aparecida permanece uma modesta aldeola onde se instalaram os religiosos Redentoristas. Eles chegaram lá em 1893, vindos da Província de Munique na Alemanha e aceitaram a responsabilidade do santuário de Nossa Senhora de Aparecida, fazendo assim dele a primeira paróquia redentorista da América Latina. É nos meados do século XX, em 1955, que é construída a atual - e imensa - nova Basílica.

O segundo santuário Mariano mais frequentado do mundo!

Gigantesca, a Basílica de Nossa Senhora de Aparecida, com a sua torre de 100 metros de altura, a cúpula de 70 m, a nave em forma de cruz grega de 173 m de comprimento por 168 m de largura, perfazendo uma superfície total de 18.000 m quadrados! A sua capacidade permite acolher ... 45.000 fiéis! Pelas suas proporções, Nossa Senhora de Aparecida é a segunda maior basílica do mundo, após a Basílica de São Pedro em Roma! Em 1980, O Papa João Paulo II concedeu-lhe o título de "Basílica menor".Tendo-se tornado na Santa Padroeira do Brasil, Nossa Senhora de Aparecida é entre outras coisas o lugar de peregrinação dos trabalhadores que se realiza todos os anos no dia 7 de Setembro, dia da festa nacional. Nossa Senhora de Aparecida é também o segundo santuário Mariano mais visitado do mundo!
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Fonte http://www.deusunico.com/paginas/Liturgiadapalavra2016/Liturgia%20da%20Palavra%202016.htm

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