ENCONTRO DE CURA E LIBERTAÇÃO

17 DE DEZEMBRO

sábado, 3 de setembro de 2016

Liturgia comentada da Terça-Feira 06 de Setembro 2016

Ano C - Cor: Verde
23ª Semana do Tempo Comum

Primeira Leitura
Irmão contra irmão vai a juízo, e isso perante infiéis!
Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios    6,1-11

Irmãos, 1 quando um de vós tem uma questão com um outro, como se atreve a entrar na justiça perante os injustos, em vez de recorrer aos santos? 2 Será que ignorais que os santos julgarão o mundo? Ora, se o mundo está sujeito a vosso julgamento, seréis acaso indignos de deliberar e julgar sobre questões tão insignificantes? 3 Ignorais que julgaremos os anjos? Quanto mais, coisas desta vida! 4 No entanto, se tendes dessas questões a resolver, recorreis a juízes que a Igreja não pode recomendar.
5 Digo isso, para confusão vossa! Será, então, que aí entre vós não se encontra ninguém sensato e prudente que possa ser juiz entre irmãos? 6 Ao invés disso, irmão contra irmão vai a juízo, e isso perante infiéis! 7 Aliás, já é uma grande falta haver processos entre vós. 8 Por que não suportais, antes, a justiça? Por que não tolerais, antes, ser prejudicados? Pelo contrário, vós é que cometeis injustiças e fraudes, e isso contra irmãos! 9 Porventura ignorais que pessoas injustas não terão parte no reino de Deus? Não vos iludais: nem imorais, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem pederastas, 10 nem ladrões, nem avarentos, nem beberrões, nem insolentes, nem salteadores terão parte no reino de Deus. 11 E vós, isto é, alguns de vós, éreis isso! Mas fostes lavados, fostes santificados, fostes justificados pelo nome do Senhor Jesus Cristo e pelo Espírito de nosso Deus.  Palavra do Senhor! - Graças à Deus!
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Comentário
Julgamento em tribunais pagãos
Pelo batismo, os cristãos se tornaram irmãos em Cristo e participam da mesma esperança do Reino. Como podem esses irmãos brigar entre si? Pior ainda, como podem recorrer a tribunais pagãos para dirimir conflitos? Estamos longe do espírito do Evangelho (cf. Mt 5,38-48). Paulo não condena os tribunais do seu tempo, mas critica o espírito de competição e a ausência de discernimento na comunidade. A relação entre as pessoas, e entre as pessoas e as coisas, é profundamente modificada pela perspectiva do Reino. Os valores não são os mesmos, para quem só tem um horizonte terreno e se inspira na lei "natural" ou na ordenação da sociedade civil, e quem - não rejeitando sua adesão e esforço responsável nesta sociedade - percebe sua relatividade. Neste sentido o evangelho já é um julgamento, e seus parâmetros são os da fé e pertencem ao "mistério" que nem a todos é dado compreender. Em certo sentido, é um desastre que as relações (também econômicas) entre os fiéis não sejam definidas segundo a caridade, a nova e única lei de Cristo. Aos tribunais civis, que têm autoridade em vista do bem comum (cf Rm 13, 1-7), escapa necessariamente esta perspectiva de absoluto: justiça e equidade ainda não são a lei do Espírito.
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Salmo Responsorial     -     Sl 149,1-2.3-4.5-6a e 9b       (R. 4a)
R. O Senhor ama seu povo de verdade.
1 Cantai ao Senhor Deus um canto novo, e o seu louvor na assembléia dos fiéis! 2 Alegre-se Israel em quem o fez, e Sião se rejubile no seu rei! (R)
3 Com danças glorifiquem o seu nome, toquem harpa e tambor em sua honra! 4 Porque, de fato, o Senhor ama seu povo e coroa com vitória os seus humildes. (R)
5 Exultem os fiéis por sua glória, e cantando se levantem de seus leitos, 6a com louvores do Senhor em sua boca. 9b Eis a glória para todos os seus santos. (R)
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Comentário
Celebração da grande vitória
Hino de louvor celebrando a vitória de Deus e do seu povo
O cântico novo é a proclamação da libertação definitiva, que se vai construindo pouco a pouco na história. O motivo central é o amor de Deus por seu povo, dando a vitória aos pobres. Acompanhando o canto, uma encenação com dança e espadas celebra o grande julgamento. A suprema função do povo é proclamar a vitória de seu Deus sobre todos os poderosos deste mundo.
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Aclamação ao Evangelho                   Jo 15,16
R. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
V. Eu vos escolhi a fim de que deis; no meio do mundo, um fruto que dure.    (R)
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Evangelho
Passou a noite toda em oração. Escolheu doze dentre os discípulos, aos quais deu o nome de apóstolos
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas      6,12-19
12 Naqueles dias, Jesus foi à montanha para rezar. E passou a noite toda em oração a Deus. 13 Ao amanhecer, chamou seus discípulos e escolheu doze dentre eles, aos quais deu o nome de apóstolos: 14 Simão, a quem impôs o nome de Pedro, e seu irmão André; Tiago e João; Filipe e Bartolomeu; 15 Mateus e Tomé; Tiago, filho de Alfeu, e Simão, chamado Zelota; 16 Judas, filho de Tiago, e Judas Iscariotes, aquele que se tornou traidor. 17 Jesus desceu da montanha com eles e parou num lugar plano. Ali estavam muitos dos seus discípulos e grande multidão de gente de toda a Judéia e de Jerusalém, do litoral de Tiro e Sidônia. 18 Vieram para ouvir Jesus e serem curados de suas doenças. E aqueles que estavam atormentados por espíritos maus também foram curados. 19 A multidão toda procurava tocar em Jesus, porque uma força saía dele, e curava a todos.  Palavra da Salvação! - Glória a Vós, Senhor!
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Comentário
Uma escolha feita com discernimento
Jesus escolhe os doze apóstolos, que formarão o núcleo da comunidade nova que ele veio criar. A palavra apóstolo significa aquele que Jesus envia para continuar a sua obra. O povo vem de todas as partes ao encontro de Jesus, porque a ação dele faz nascer a esperança de uma sociedade nova, libertada da alienação e dos males que afligem os homens. A escolha dos doze Apóstolos deu-se num processo de oração e de discernimento. Tratava-se de um ato importante no contexto da missão de Jesus. Ele não podia ser movido por critérios que não fossem aqueles do Reino. Teria incorrido em erro se escolhesse somente quem lhe era simpático, quem fosse rico ou de família nobre ou, então, quem lhe pudesse oferecer ajuda financeira. Só a obediência ao Pai, depois de uma noite passada em oração, explica por que Jesus escolheu um punhado de pessoas humanamente tão pouco qualificadas. E mais: gente que haveria de traí-lo, abandoná-lo, renegá-lo. Entretanto, foi assim que se manifestou a sabedoria divina. A consolidação do Reino, na história humana, haveria de ser obra de Deus. A precariedade de dotes nas pessoas escolhidas para serem instrumento de sua ação demonstrou-o muito bem. Embora humanamente cheios de limitações, os doze Apóstolos receberam a missão de levar adiante a missão iniciada por Jesus, o enviado do Pai. A ação deles revelou-se grandiosa, porque souberam confiar plenamente em Deus e deixar-se guiar por ele. O tempo demonstrou o acerto de Jesus na escolha dos doze. Excetuando Judas Iscariotes, que não soube confiar no perdão misericordioso de Jesus, todos os demais apóstolos assumiram com um ardor incrível sua missão de servidores do Reino. Após o momento de oração e escolha, é necessário descer ao lugar plano, lugar da vida no dia-a-dia, lugar de encontro com as multidões. Está em andamento a missão, aberta a judeus e gentios. A palavra de Jesus é libertadora. Liberta dos espíritos impuros que oprimem a mente e restaura o ânimo e a vida. A seguir, na planície, Jesus dirigirá às multidões a proclamação das bem-aventuranças, que Mateus situa no alto da montanha. É a hora de libertar das doenças e dos espíritos impuros que oprimem as multidões. É preciso estar junto, acolher, comunicar-se pelo toque, pelo carinho, pelo afeto.
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Oração
Pai, transforma-me em apóstolo de teu Filho Jesus para que, movido pelo Espírito, eu possa ser sinal da presença dele neste mundo tão carente de salvação.
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Fonte: http://www.deusunico.com/paginas/Liturgiadapalavra2016/Liturgia%20da%20Palavra%202016.htm 


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