MISSA DO ABRA - TE À RESTAURAÇÃO

27 DE AGOSTO

sábado, 3 de setembro de 2016

Liturgia comentada da Segunda-Feira 05 de Setembro 2016

Ano C - Cor: Verde
23ª Semana do Tempo Comum
Primeira Leitura
Lançai fora o velho fermento, pois o nosso cordeiro pascal, Cristo, já está imolado
Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios    5,1-8

Irmãos, 1 é voz geral que está acontecendo, entre vós, um caso de imoralidade; e de imoralidade tal que nem entre os pagãos costuma acontecer: um dentre vós está convivendo com a própria madrasta. 2 No entanto, estais inchados de orgulho, ao invés de vestirdes luto, a fim de que fosse tirado do meio de vós aquele que assim procede? 3 Pois bem, embora ausente de corpo, mas presente em espírito, eu julguei, como se estivesse aí entre vós, esse tal que tem procedido assim:
4 Em nome do Senhor Jesus - estando vós e eu espiritualmente reunidos com o poder do Senhor nosso, Jesus -, 5 entregamos tal homem a satanás, para a ruína da carne, a fim de que o espírito seja salvo, no dia do Senhor. 6 Vós vos gloriais sem razão! Acaso ignorais que um pouco de fermento leveda a massa toda? 7 Lançai fora o fermento velho, para que sejais uma massa nova, já que deveis ser sem fermento. Pois o nosso cordeiro pascal, Cristo, já está imolado. 8 Assim, celebremos a festa, não com o velho fermento, nem com fermento de maldade ou de perversidade, mas com os pães ázimos de pureza e de verdade.   Palavra do Senhor! - Graças à Deus!
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Comentário
Escândalos contra o testemunho
Paulo reclimina um comportamento que nem mesmo a lei judaica e o direito romano tolerariam. "Entregar a satanás" significa expulsar da comunidade. Desse modo, o imoral tomará consciência de sua culpa e poderá arrepender-se; assim a comunidade se livrará do mau exemplo que provocaria contágios. Paulo usa a imagem do fermento em sentido oposto ao dos Evangelhos (cf. Mt 13,33). Ele não deseja que a comunidade seja uma espécie de gueto no mundo; trata-se de viver no mundo sem estar comprometido com o mundo (cf. Jo 17,14-15). Paulo roga à comunidade que dê testemunho da vitória pascal de Cristo sobre o velho "fermento" da "malícia" e da "iniquidade" (v. 8). A comunidade pascal que celebra Cristo ressuscitado deve ser "ázimo", isto é, agir na "transparência e na verdade", Isto não significa criar comunidades puritanas que lavram juízos sem apelo do alto de sua atitude purista. Tornar-se ázimos" de pureza e de verdade significa que a comunidade tenta seguir Cristo a todo o custo, rompendo com as incoerências internas. Não significa condenar sem apelo os que estão "fora". A Igreja não é uma realidade definitiva, mas apenas está a caminho em direção ao juízo de Deus. Trata-se antes de ser santa como o Deus que a chamou, para não comprometer o próprio testemunho.
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Salmo Responsorial     -     Sl 5,5-6.7.12          (R. 9a)
R. Na vossa justiça guiai-me Senhor!
5 Não sois um Deus a quem agrade a iniquidade, não pode o mau morar convosco; 6 nem os ímpios poderão permanecer perante os vossos olhos. (R)
7 Detestais o que pratica a iniquidade e destruís o mentiroso. Senhor, abominais o sanguinário, o perverso e enganador. (R)
12 Mas exulte de alegria todo aquele que em vós se refugia; sob a vossa proteção se regozijem, os que amam vosso nome!    (R)
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Comentário
Deus faz justiça ao inocente
Súplica de um inocente injustamente acusado. No Templo, ele apresenta a sua causa a Deus, confiando que Deus lhe fará justiça
Deus é justo, e o oprimido sabe que ele não aprova a injustiça, nem é conivente com ela. Sua inocência lhe garante que Deus não o rejeitará. A comunidade se alegra, porque Deus liberta o inocente, abrindo um horizonte de esperança para os justos.
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Aclamação ao Evangelho                   Jo 10,27
R. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
V. Minhas ovelhas escutam minha voz, eu as conheço e elas me seguem.     (R)
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Evangelho
Observavam, para ver se Jesus curaria em dia de sábado
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas      6,6-11
Aconteceu num dia de sábado que 6 Jesus entrou na sinagoga e começou a ensinar. Aí havia um homem cuja mão direita era seca. 7 Os mestres da lei e os fariseus o observavam, para verem se Jesus iria curá-lo em dia de sábado, e assim encontrarem motivo para acusá-lo. 8 Jesus, porém, conhecendo seus pensamentos, disse ao homem da mão seca: "Levanta-te e fica aqui no meio". Ele se levantou e ficou de pé. 9 Disse-lhes Jesus: "Eu vos pergunto: O que é permitido fazer no sábado: o bem ou o mal, salvar uma vida ou deixar que se perca?" 10 Então Jesus olhou para todos os que estavam ao seu redor, e disse ao homem: "Estende a tua mão". O homem assim o fez e sua mão ficou curada. 11 Eles ficaram com muita raiva, e começaram a discutir entre si sobre o que poderiam fazer contra Jesus.  Palavra da Salvação! - Glória a Vós, Senhor!
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Comentário
A ruptura consumada
Jesus mostra que a lei do sábado deve ser interpretada como libertação e vida para o homem. Por isso, os que preferem ficar com o velho sistema se reúnem para planejar a morte de Jesus: ele está destruindo as idéias de religião e sociedade que eles tinham. O cerco armado pelos fariseus contra Jesus não o impediu de agir de acordo com a sua consciência. Ele desrespeitava a Lei do repouso sabático, quando estava em jogo interesses maiores, como a preservação da vida humana. Esta é a questão de fundo do incidente ocorrido na sinagoga. A simples observação, "havia ali um homem cuja mão direita estava seca", esconde uma situação dramática. Tratava-se, sem dúvida, de um trabalhador cuja mão era necessária para garantir o sustento de sua família. Impedido de dedicar-se ao trabalho, como era de se esperar de um agricultor, é bem provável que sua família sofresse privações. Ajudá-lo seria a melhor forma de garantir a sobrevivência digna de muitas pessoas. Daí a iniciativa de Jesus de colocá-lo no meio da assembléia e dirigir uma pergunta, de maneira particular, aos mestres da Lei e aos fariseus que o observavam para encontrar um motivo para acusá-lo. A pergunta do Mestre contrapunha a prática do bem à prática do mal, a ajuda fraterna para salvar alguém à atitude de desprezo diante do semelhante que está em dificuldade. Afinal, ele quer dizer que, em dia de sábado, é permitido fazer o bem e salvar quem necessita, como fará, em seguida, com o homem da mão seca. Só é proibido fazer o mal, prejudicar o semelhante e fazê-lo correr risco de vida. Diante disto, os inimigos se encheram de raiva e começavam a tramar um meio de eliminar Jesus. É que não puderam suportar tamanha liberdade diante da tradição religiosa. Lucas narra em seu evangelho que Jesus começou a ensinar em uma sinagoga. A seguir vem a narrativa de um milagre de cura. O seu ensino é transmitido em linguagem dinâmica, envolvendo ações. As atenções estão voltadas para o que ele vai fazer. Os escribas e os fariseus, sabedores da sua prática que infringe vários preceitos legais, o observam para acusá-lo. Embora não externem suas intenções. Lucas menciona que Jesus conhece-lhes o pensamento. Em atenção ao homem da mão seca, mas também como provocação, ele o chama bem para o meio. A pergunta de Jesus se relaciona com "os dois caminhos", o caminho da vida ou o caminho da morte, do livro do Deuteronômio (Dt 30,15-19). Jesus, ao curar o homem, opta pela vida, enquanto os chefes religiosos da Judéia, raivosos, optam pela morte. Apesar de todas as ameaças e riscos, o caminho da vida é o caminho do encontro com a eternidade de Deus.
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Oração
Pai, abre minha mente para compreender tua santa vontade a fim de conformar minha vida com ela. E livra-me de qualquer tipo de preconceito.
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Fonte: http://www.deusunico.com/paginas/Liturgiadapalavra2016/Liturgia%20da%20Palavra%202016.htm 


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