MISSA DO ABRA - TE À RESTAURAÇÃO

27 DE AGOSTO

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Liturgia comentada da Quarta-Feira 09 de Setembro 2016

Ano C - Cor: Verde

Sexta Feira da 23a. Semana do Tempo Comum
S. Pedro Claver, presbítero

Primeira Leitura
Com todos, eu me fiz tudo, para certamente salvar alguns
Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios           9,16-19.22b-27
Irmãos: 16 Pregar o evangelho não é para mim motivo de glória.
É antes uma necessidade para mim, uma imposição. Ai de mim se eu não pregar o evangelho! 17 Se eu exercesse minha função de pregador por iniciativa própria, eu teria direito a salário. Mas, como a iniciativa não é minha, trata-se de um encargo que me foi confiado. 18 Em que consiste então o meu salário? Em pregar o evangelho, oferecendo-o de graça, sem usar os direitos que o evangelho me dá. 19 Assim, livre em relação a todos, eu me tornei escravo de todos, a fim de ganhar o maior número possível. 22b Com todos, eu me fiz tudo, para certamente salvar alguns. 23 Por causa do evangelho eu faço tudo, para ter parte nele. 24 Acaso não sabeis que os que correm no estádio correm todos juntos. mas um só ganha o prêmio? Correi de tal maneira que conquisteis o prêmio. 25 Todo atleta se sujeita a uma disciplina rigorosa em relação a tudo e eles procedem assim, para receberem uma coroa corruptível. Quanto a nós, a coroa que buscamos é incorruptível! 26 Por isso, eu corro, mas não à toa. Eu luto, mas não como quem dá murros no ar. 27 Trato duramente o meu corpo e o subjugo, para não acontecer que, depois de ter proclamado a boa nova aos outros, eu mesmo seja reprovado.   Palavra do Senhor! - Graças à Deus!
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Comentário
Tornar-se disponível e solidário
Paulo não reivindica nenhum direito. Não considera seu ministério como profissão, da qual poderia tirar proveito e prestigio, mas como missão, na qual o Senhor o empenhou pessoalmente. Paulo vive a liberdade radical, que o leva a tornar-se disponível e solidário para com todos. Todos nós temos o dever de evangelizar, seja levando a Palavra de Deus, a Boa Nova, aos nossos irmãos, seja com nossa própria maneira de viver, servindo de exemplo e testemunho para os nossos irmãos. Usando as imagens do atletismo e do pugilato, Paulo incentiva os cristãos a lutarem pela fé; e isso não pode ser feito sem séria disciplina. Deus nos dá 24 horas diária de vida, por que não retribuir parte desse tempo, meditando e levando a Tua Palavra aos nossos irmãos, com amor e fidelidade, e, nos colocando a serviço dos mais necessitados e excluídos da sociedade. Paulo recebeu de Deus a tarefa de evangelizar como um servo pode receber a de vigiar uma casa. Não tem, pois, direito a "recompensa" alguma; é um "serviço" gratuito: "livre de tudo, fui feito servo de todos... fiz-me tudo para todos"; é um imperioso dever de fidelidade. "Ai de mim se não pregasse o evangelho!". A vida para ele seria sem sentido. Paulo quer fazer-nos compreender que só se entende a evangelização, se identificada com a pessoa do evangelizador; polarizando tudo nele para esse fim. Para aceitar o evangelho e assimilá-lo em profundidade, é necessário treino, exercício, domínio do corpo, capacidade de luta. Para evangelizar o cristão deve ser totalmente consagrado a Deus, no sentido paulino de "escravidão"; deve estar em continuo exercício de ascese, deve poder dominar o próprio corpo, para chegar a uma "existência verdadeiramente nova".
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Salmo Responsorial    -    Sl 83(84),3.4.5-6.12        (R. 2)
R. Quão amável, ó Senhor, é vossa casa!
3 Minha alma desfalece de saudades e anseia pelos átrios do Senhor! Meu coração e minha carne rejubilam e exultam de alegria no Deus vivo! (R)
4 Mesmo o pardal encontra abrigo em vossa casa, e a andorinha ali prepara o seu ninho, para nele seus filhotes colocar; vossos altares, ó Senhor Deus do universo! Vossos altares, meu rei e meu Senhor! (R)
5 Felizes os que habitam vossa casa; para sempre haverão de vos louvar! 6 Felizes os que em vós têm sua força, e se decidem a partir quais peregrinos!   (R)
12 O Senhor Deus é como um sol, é um escudo, e largamente distribui a graça e a glória. O Senhor nunca recusa bem algum àqueles que caminham na justiça.    (R)
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Comentário
A casa de Deus é casa do povo
Hino a Jerusalém, centro das romarias
A importância de Jerusalém está no fato de que o Templo, casa do Deus da Aliança, é também a casa de todo o povo. Ao entrar nela, o peregrino se sente livre e à vontade, como os pássaros que aí revoam e fazem seus ninhos. O encontro com o Deus da Aliança torna feliz quem exerce alguma função no Templo e também aqueles que se dirigem a Jerusalém, fazendo longas romarias. Esse buscar a Deus fertiliza a terra para produzir vida nova. Em Jerusalém o povo redescobre o sentido da própria vida, refaz seu compromisso com o projeto de Deus e reconhece que este abençoa quem vive aquilo que celebrou em Jerusalém.
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Aclamação ao Evangelho                 Cf. Jo 17,17b.a
R. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
V. Vossa palavra é a verdade; santificai-nos na verdade!     (R)
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Evangelho
Pode um cego guiar outro cego?
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas      6,39-42
Naquele tempo, 39 Jesus contou uma parábola aos discípulos: "Pode um cego guiar outro cego? Não cairão os dois num buraco? 40 Um discípulo não é maior do que o mestre; todo discípulo bem formado será como o mestre. 41 Por que vês tu o cisco no olho do teu irmão, e não percebes a trave que há no teu próprio olho? 42 Como podes dizer a teu irmão: Irmão, deixa-me tirar o cisco do teu olho, quando tu não vês a trave no próprio olho? Hipócrita! Tira primeiro a trave do teu olho, e então poderás enxergar bem para tirar o cisco do olho do teu irmão.  Palavra da Salvação! - Glória a Vós, Senhor!
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Comentário
Só Deus pode julgar
Deus nos julga com a mesma medida que usamos para os outros. O rigor do nosso julgamento sobre o nosso próximo (cisco) mostra que desconhecemos a nossa própria fragilidade e a nossa condição de pecadores diante de Deus (trave). Lucas salienta que as relações numa sociedade nova não devem ser de julgamento e condenação, mas de perdão e dom. Só Deus pode julgar. Após a proclamação das bem-aventuranças, Lucas reúne, na segunda metade do capítulo 6, várias sentenças de Jesus veiculadas na tradição das comunidades. Compõe, assim, um discurso, à semelhança do Sermão da Montanha, de Mateus. No texto de hoje temos duas parábolas correlacionadas entre si. Na primeira parábola temos as duas interrogações sobre o cego que guia outro cego. É possível que, originalmente, fosse dirigida aos fariseus tidos como guias de uma doutrina que desorientava o povo. Lucas a aplicaria também aos discípulos, os quais deveriam entender melhor a missão de Jesus. Ao estarem bem formados não deverão pretender ser maior do que Jesus. A segunda interrogação é feita com uma comparação usando o exagero: o cisco ou a trave no olho. Em vez de ficar procurando defeitos nos irmãos, é importante que se faça a sua autocrítica. Assim, com humildade, se está preparado para, com lucidez e amor, fazer a correção fraterna do irmão.
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Oração
Pai, concede-me suficiente autocrítica que me predisponha a corrigir meu semelhante, sem incorrer na malícia dos hipócritas.

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Fonte: http://www.deusunico.com/paginas/Liturgiadapalavra2016/Liturgia%20da%20Palavra%202016.htm

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