MISA COM ORAÇÃO POR CURA E LIBERTAÇÃO CLAMANDO POR MILAGRES. 23 DE JULHO

ABRA - TE À RESTAURAÇÃO

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Liturgia do Dia 19 de Junho - Domingo 2016

Ano C - Dia 19/06/2016 - Cor: Verde
12o. Domingo do Tempo Comum
Primeira Leitura
Contemplarão aquele a quem transpassaram
Leitura da Profecia de Zacarias                           12,10-11;13-1
Assim diz o Senhor: 10 "Derramarei sobre a casa de Davi e sobre os habitantes de Jerusalém um espírito de graça e de oração; eles olharão para mim. Ao que eles feriram de morte, hão de chorá-lo, como se chora a perda de um filho único, e hão de sentir por ele a dor que se sente pela morte de um primogênito. 11 Naquele dia, haverá um grande pranto em Jerusalém, como foi o de Adadremon, no campo de Magedo. 13,1 Naquele dia, haverá uma fonte acessível à casa de Davi e aos habitantes de Jerusalém, para ablução e purificação". Palavra do Senhor! - Graças à Deus!
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Comentário
O processo de purificação
O primeiro ato exigido para a reunificação é reconhecer Deus como único Absoluto (olharão para mim). Em seguida, reconheer os pecados de idolatria cometidos. O "transpassado", aqui, designa o próprio povo que, por seus pecados, sofreu a punição do exílio. Em Jo 19,27 aplica a Jesus essa imagem, por ter ele assumido os pecados de todos. O processo de purificação não é simplesmente um ato; é uma atitude, um processo contínuo, que exige a refontização da própria vida em Deus (fonte).
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Salmo Responsorial - Sl 62(63),2abcd.2e-4.5-6.8-9   (R. 2ce)
R. A minh'alma tem sede de vós, como a terra sedenta, ó meu Deus!
2a Sois vós, ó Senhor, o meu Deus! 2b Desde a aurora ansioso vos busco! 2c A minh’alma tem sede de vós, 2d minha carne também vos deseja.    (R)
2e Como terra sedenta e sem água, 3 venho, assim, contemplar-vos no templo, para ver vossa glória e poder. 4 Vosso amor vale mais do que a vida: e por isso meus lábios vos louvam. (R)
5 Quero, pois, vos louvar pela vida, e elevar para vós minhas mãos! 6 A minh’alma será saciada, como em grande banquete de festa; cantará a alegria em meus lábios, ao cantar para vós meu louvor! (R)
8 Para mim fostes sempre um socorro; de vossas asas à sombra eu exulto! 9 Minha alma se agarra em vós; com poder vossa mão me sustenta. (R)
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Comentário
O amor de Deus dá sentido à vida
Súplica de um levita exilado
Longe do Templo, onde se manifesta a presença do Deus da Aliança, o levita se sente privado do seu elemento vital. Na esperança de voltar um dia a participar do louvor e banquetes rituais, o salmista reconhece que o amor de Deus vale mais do que a vida. Esta só tem sentido quando movida por esse amor. Lembrança de Deus, no silêncio da noite. Mesmo longe do Templo e da terra prometida, o exilado sente a presença de Deus que lhe sustenta o ânimo. Trata-se de uma presença muito especial: a ausência sentida.
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Segunda Leitura
Vós todos que fostes batizados em Cristo vos revestistes de Cristo
Leitura da Carta de São Paulo aos Gálatas                    3,26-29
Irmãos: 26 vós todos sois filhos de Deus pela fé em Jesus Cristo. 27 Vós todos que fostes batizados em Cristo vos revestistes de Cristo. 28 O que vale não é mais ser judeu nem grego, nem escravo nem livre, nem homem nem mulher, pois todos vós sois um só, em Jesus Cristo. 29 Sendo de Cristo, sois então descendência de Abraão, herdeiros segundo a promessa. Palavra do Senhor! - Graças à Deus!
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Comentário
Vós todos sois filhos de Deus pela fé
O papel da Lei terminou com a chegada de Cristo. Pela fé nele e pelo batismo, os homens se revestem de Cristo, isto é, são transformados para se tornarem imagem dele (cf. Cl 3,11). Em Cristo, portanto, os homens ficam libertos de qualquer lei e de qualquer diferença que possa privilegiar uns e marginalizar outros. Em todos os seus aspectos, a via é uma contínua tensão entre dois pólos: regulamentação e liberdade. A disciplina legal pode chegar a substituir a consciência do indivíduo, num conformismo rasteiro que dá uma ilusão de “bondade” (= não desvio das normas aceitas pelo grupo). A liberdade é difícil; ser verdadeiramente livre exige sacrifício. De outro modo, se cai em formas libertárias igualmente cômodas e fáceis, como o conformismo ao qual pretendem opor-se. Pode-se caminhar, mas não se sabe aonde ir, não se tem o mapa da região. É impossível eliminar um dos dois pólos. Somos, porém, chamados por Deus para valorizar também essa tensão, numa maturidade de consciência que vai oportunamente equilibrando disciplina e liberdade em cada ocasião concreta. O ponto mais profundo dessa maturidade para o cristão é a caridade, pela qual “somos todos um só ser em Cristo”. Quando o relacionamento com Deus é vivido com sinceridade, o dom da unidade aclara continuamente as relações com os irmãos.
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Aclamação ao Evangelho                                  Jo 10,27
R. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
V. Minhas ovelhas escutam minha voz, minha voz estão elas a escutar; eu conheço, então, minhas ovelhas, que me seguem comigo a caminhar.    (R)
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Evangelho
Tu és o Cristo de Deus. O Filho do Homem deve sofrer muito.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas     9,18-24
Certo dia, 18 Jesus estava rezando num lugar retirado, e os discípulos estavam com ele. Então Jesus perguntou-lhes: "Quem diz o povo que eu sou?" 19 Eles responderam: "Uns dizem que és João Batista; outros, que és Elias; mas outros acham que és algum dos antigos profetas que ressuscitou". 20 Mas Jesus perguntou: "E vós, quem dizeis que eu sou?" Pedro respondeu: "O Cristo de Deus". 21 Mas Jesus proibiu-lhes severamente que contassem isso a alguém. 22 E acrescentou: "O Filho do Homem deve sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e doutores da lei, deve ser morto e ressuscitar no terceiro dia". 23 Depois Jesus disse a todos: "Se alguém me quer seguir, renuncie a si mesmo, tome sua cruz cada dia, e siga-me. 24 Pois quem quiser salvar sua vida, vai perdê-la; e quem perder a sua vida por causa de mim, esse a salvará.  Palavra da Salvação! - Glória a Vós, Senhor!
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Comentário
Uma questão fundamental
Não basta declarar e aceitar que Jesus é o Messias; é preciso rever a idéia a respeito do Messias, o qual, para construir a nova história, enfrenta os que não querem transformações. Por isso, ele vai sofrer, ser rejeitado e morto. Sua ressurreição será a sua vitória. E quem quiser acompanhar Jesus na sua ação messiânica e participar da sua vitória, terá que percorrer caminho semelhante: renunciar a si mesmo e às glórias do poder e da riqueza. Num momento de oração, Jesus questiona os discípulos acerca de uma questão fundamental, formulada em duas etapas. Na primeira, a pergunta. "Quem sou eu, na opinião do povo?", visa explicitar a maneira como a pessoa de Jesus era considerada por quem o ouvia, era beneficiado por seus milagres e tinha notícias de seus grandes feitos. Enfim, gente sem muita proximidade com ele. As respostas, elencadas pelos apóstolos, trazem a marca das tradições messiânicas populares. Aí, o Messias é identificado com algum dos profetas do passado, cuja reaparição, na história humana, era sinal da chegada do fim dos tempos. Na segunda etapa, a pergunta consistiu em saber o pensamento dos discípulos: "Para vocês, quem sou eu?" Tendo privado da intimidade de Jesus, deveriam estar em condições de dar uma resposta mais próxima da realidade, condizente com a verdadeira identidade de Jesus. É Pedro quem se adianta e responde, em nome do grupo: "Tu és o Cristo de Deus!" Esta resposta revelou, na verdade, um avanço em relação à mentalidade popular. Mais que algum personagem do passado, Jesus era o Ungido, enviado por Deus ao mundo. Sua presença era sinal do amor de Deus pela humanidade. Apesar de estar correta essa resposta, foi necessário que Jesus acrescentasse algo que os próprios discípulos desconheciam. Embora sendo o Cristo de Deus, Jesus estava para se defrontar, não com um destino de glória, mas sim, de sofrimento, de morte e de ressurreição. Esta era a vontade do Pai! O evangelista Marcos, seguindo uma ordem geográfica e cronológica, coloca este episódio sobre a identidade de Jesus no fim de seu ministério na Galiléia e nas regiões gentílicas vizinhas. Lucas, despreocupado com esta ordem, associa o episódio a um momento de oração de Jesus. Jesus pergunta, diretamente: "E vós, quem dizeis que eu sou?". Pedro toma a iniciativa em dar a resposta identificada com a ideologia do sistema religioso das sinagogas e do Templo: Jesus é o messias ("Cristo") davídico, escolhido por Deus, para restaurar o reino de Israel, elevando-o acima de todas as demais nações, como um novo Davi, conforme as tradições das escrituras. Em decorrência segue-se a severa repreensão de Jesus. Os discípulos não devem se atrelar à antiga ideologia messiânica de poder, opressora e conservadora, da sinagoga. Desfazendo o equívoco, Jesus apresenta-se como o "Filho do Homem". É o simplesmente "humano", convivendo no dia a dia comum entre as multidões e comunicando-lhes seu amor divino e eterno, que permanece para sempre, além da morte.
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Oração
Pai, só tu podes revelar-me a identidade de teu Filho Jesus. Que eu a conheça de forma verdadeira para poder conformar com ela a minha vida.
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APROFUNDANDO NA PALAVRA
A morte como caminho para a vida
Cristo tem uma identidade pessoal que salva e revela; e uma missão a cumprir. Para revelar sua identidade e cumprir sua missão, para salvar a verdade da sua vida, está ele disposto a tudo, até a perder a vida física. A decisão “incondicional” e absoluta de ser ele mesmo e cumprir a sua missão a “qualquer preço” é o ato supremo de fidelidade (obediência) a Deus.
Uma identidade a revelar e uma missão a cumprir
Perder a própria vida física (morrer) é o “sinal”, o teste, a “prova” absoluta da fidelidade à própria identidade e à missão recebida do Pai; é, portanto, o ato pelo qual a vida é salva.
Ora, qual é a identidade de Cristo? Ele é verdadeiro homem e verdadeiro Deus. Jesus nos salva por aquilo que ele “é”. É a “reconciliação” entre o homem e Deus, a comunhão “perfeita” do homem com Deus. Mas é preciso acrescentar imediatamente: Jesus nos salva com aquilo que “faz”. E o que faz (a missão) depende da aceitação ou recusa da parte dos outros.
Jesus incita os apóstolos a dizer o que pensam dele, de sua identidade e missão (evangelho). Pedro responde: “Tu és o Cristo de Deus!” Os apóstolos, que refletem a mentalidade corrente, entendem o Messias de modo diferente de como entende Jesus. Eles pensam no Messias como poder. Jesus, como amor. Se Deus é amor, abertura, comunhão, não há outro caminho para ele, Homem-Deus, senão o do amor. Só um homem-amor pode ser a revelação do Deus-amor.
Rigorosamente falando, Jesus poderia ter reconduzido o homem a Deus, realizado a obra de “pacificação” do homem com Deus e dos homens entre si, também através do poder usado por amor. Mas o Homem-Jesus prefere cumprir a sua missão pelo amor “puro”, isto é, unicamente pelo amor, o apelo às consciências, a doação, o serviço, a paciência, a mansidão, os meios pobres. Porque este é o único caminho para a transformação dos corações.
Um amor fiel ao Pai e aos irmãos
Jesus jamais poderá aceitar ser o que seus compatriotas querem que ele seja. Será o que o Pai quer, a verdadeira imagem de Deus e a verdadeira imagem do homem, a verdadeira face de Deus e a verdadeira face do homem.
Jesus sabe que a fidelidade a esta decisão, de realizar o plano do Pai, num mundo dominado pelo pecado, lhe causará muito sofrimento, a recusa da parte do poder (anciãos, sumos sacerdotes e escribas) e, enfim, morte violenta.
Aceita livremente esta consequência da sua decisão, para não trair o amor fiel ao Pai e ao homem.
Pode-se imaginar o drama de consciência do Cristo; encarrega-se de realizar uma vocação messiânica, pretende levá-la a termo na mansidão e com meios pobres, e vê que não poderá levar até o fim a sua obra porque verá a morte antes da sua realização. E então? Sem dúvida Deus quer que se realize a missão messiânica de Jesus para além da morte. Deus não o abandonará na morte.
A morte violenta do Cristo tem duas faces; por um lado, revela a força do pecado, e por outro, a força do amor mais forte do que a morte. Paradoxalmente, a morte violenta de Cristo, enquanto ato de amor absoluto, é também a revelação de Deus ao homem e do homem a si mesmo.
A morte de Cristo é a ressurreição do homem
A morte de Cristo, enquanto ato de amor absoluto, é a “ressurreição do homem”, é a fonte da vida. Porque a vida tem suas raízes no amor. Uma fonte que a humanidade, consciente ou inconscientemente, atinge.
Cristo é o homem totalmente aberto, no qual os muros da existência são derrubados, de tal modo que ele é integralmente “passagem” (páscoa)... O futuro do homem depende da cruz, a redenção do homem é a cruz. E ele não se encontrará verdadeiramente a sim mesmo de outro modo, senão permitindo o derrubamento dos muros da própria existência, voltando o olhar para o “transpassado” (1ª leitura) e seguindo aquele que na condição de transpassado, de homem com o lado aberto, abriu o caminho para o futuro (J. Ratzinger).
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Fonte: Deus Único

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