MISSA DO ABRA - TE À RESTAURAÇÃO

27 DE AGOSTO

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Comentando o Evangelho deste domingo 21 de Fevereiro 2016

2º Domingo da Quaresma - Ano C - Roxa.

Transfiguração do Senhor - Lc 9,28b-36.

Jesus levou consigo Pedro, João e Tiago, e subiu à montanha para orar. Enquanto orava, seu rosto mudou de aparência e sua roupa ficou branca e brilhante. Dois homens conversavam com ele: eram Moisés e Elias. Apareceram revestidos de glória e conversavam sobre a saída deste mundo que Jesus iria consumar em Jerusalém. Pedro e os companheiros estavam com muito sono. Quando acordaram, viram a glória de Jesus e os dois homens que estavam com ele. E enquanto esses homens iam se afastando, Pedro disse a Jesus: “Mestre, é bom ficarmos aqui. Vamos fazer três tendas: uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias”. Nem sabia o que estava dizendo. Estava ainda falando, quando desceu uma nuvem que os cobriu com sua sombra. Ao entrarem na nuvem, os discípulos ficaram cheios de temor. E da nuvem saiu uma voz que dizia: “Este é o meu Filho, o Eleito. Escutai-o!” Enquanto a voz ressoava, Jesus ficou sozinho. Os discípulos ficaram calados e, naqueles dias, a ninguém contaram nada do que tinham visto. 

Bíblia Sagrada, tradução da CNBB, 2ª ed., 2002. 

Domingo da Transfiguração. Do deserto da tentação Jesus sobe à montanha da transfiguração, não na ordem do tempo, mas na ordem da liturgia quaresmal. Quem viu Jesus enfraquecido e provocado no deserto precisa vê-lo transfigurado na montanha. Ele subiu para rezar, escreve São Lucas, e enquanto rezava o aspecto do seu rosto se alterou e suas roupas começaram a brilhar. 
Quem o vê se lembra de que Moisés subiu ao monte Sinai atravessando a nuvem que o cobria e lá permaneceu quarenta dias e quarenta noites, o tempo da nossa Quaresma. A glória do Senhor pousara sobre o monte e seu aspecto era como o de um fogo consumidor. A nuvem cobriu o monte durante seis dias, e no sétimo, o Senhor chamou Moisés do meio da nuvem. Quem o vê lembra-se também de Elias, o profeta, que, alimentado pelo anjo, caminhou quarenta dias e quarenta noites, o tempo da nossa Quaresma, pelo deserto até o monte de Deus, Horeb, que é o Sinai. Num murmúrio de uma brisa suave, Deus se revelou a Elias. 
E agora os dois conversam com Jesus, representando a Lei e os Profetas, que convergem para a pessoa do Salvador. Os três conversam sobre os acontecimentos de Jerusalém para onde Jesus se encaminha. Em Jerusalém tudo se consumará e Jesus partirá deste mundo. Ao subir à montanha Jesus tinha levado consigo três dos seus apóstolos: Pedro, Tiago e João. Estes três, mais André, encabeçam todas as listas dos doze apóstolos. Aqui falta André, mas não falta Pedro, que receberá o primado, nem Tiago, o primeiro a dar a vida por Cristo, nem João, a quem a tradição identifica com o discípulo amado, o que vai cuidar da mãe de Jesus. Marcos e Mateus dirão que os mesmos três acompanharam Jesus em sua agonia do Getsêmani, enquanto Lucas fala apenas de discípulos, sem mencionar nomes. Os três estarão novamente juntos na visita à casa de Jairo, cuja filha tinha morrido. Jesus entra no quarto com Pedro, Tiago e João e os pais da menina.
Depois lhes pediu que não falassem nada sobre a transfiguração. Guardaram silêncio naqueles dias. Pedro testemunha em sua segunda carta que Jesus recebeu de Deus Pai honra e glória quando uma voz vinda do céu lhe disse: Este é o meu Filho amado em quem me comprazo. Esta voz eles a ouviram quando lhe foi dirigida do céu, ao estarem com ele no monte santo. 

Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2016’, Paulinas.

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