ENCONTRO DE CURA E LIBERTAÇÃO

17 DE DEZEMBRO

domingo, 20 de dezembro de 2015

Quando colocar o menino Jesus no Presépio?

Presépio sem Menino Jesus.
Não colocar o menino Jesus acaba por ter um efeito pedagógico. Ao olhar para o Presépio todos se questionam pela falta do Menino e lá surge a resposta: ainda não é Natal. Se o Menino Jesus já lá estivesse provavelmente poucos pensariam no Tempo Litúrgico do Advento. Assim, torna-se mais fácil perceber quando é Tempo de Advento e Tempo de Natal.

O presépio

Nascidos da devoção cristã, os presépios são montados desde o tempo dos primeiros cristãos. A representação plástica da época de Jesus tinha uma função educativa – servia para contar uma história ou registrar um acontecimento para os iletrados.
Que eram maioria na sociedade. Essa função está preservada até hoje. Quem monta um presépio, mesmo sem saber, recria o nascimento de Jesus e traz para a sala de estar o espírito de renovação e benevolência contido na simbologia do Natal.
Embora os cristãos festejem o nascimento de Jesus desde o século III, o culto à natividade só surgiu no século seguinte com Santa Helena, mãe do imperador Constantino de Roma. As pequenas esculturas representando os personagens envolvidos no nascimento de Jesus começaram a surgir como instrumentos desse culto. E a força que envolve esta arte foi gerada por São Francisco de Assis, que muitos apontam como o “inventor” do presépio. São Francisco viveu obcecado por compreender e imitar com perfeição, atenção, esforço, dedicação e fervor os passos de Nosso Senhor Jesus Cristo no seguimento de sua doutrina, conforme explica Tomás de Celano, em “Vida I”, primeira biografia de São Francisco de Assis.
A representação teatral realizada por São Francisco em 1223, numa gruta perdida na mata ao redor do povoado de Greccio, no Vale da Umbria, na Itália, três anos antes de morrer, inaugurou o que hoje conhecemos como “presépio vivo” e definiu o conceito que norteia os presépios atuais – sejam eles encenados ou representados por esculturas.
O objetivo desta representação era permitir que as pessoas mais simples entendessem a encarnação descrita nas escrituras, absolutamente incompreensível para os que não eram estudiosos. Não havia menino Jesus. São Francisco queria que as pessoas trouxessem Jesus no coração. Segundo frei Pedro, há relatos contando que, apesar de não haver crianças presente, nesta noite todos ouviram o choro de um bebê no auge da encenação. Foi talvez a primeira “vivência” de que se tem notícia na história – técnica atualmente muito usada nos consultórios psicológicos.
O presépio não é feito só de imagens. Há um ritual que deve ser seguido por aqueles que se dispõem a preservar o costume, determinado pela liturgia cristã e enriquecido pelas crendices populares. Abaixo estão relacionadas as “regras da liturgia”:
  1. O presépio deve ser montado quatro domingos antes do Natal.
  2. O menino Jesus só aparece em cena na noite do dia 24.
  3. Os Reis Magos ou são colocados no final de uma estradinha, que vai terminar na manjedoura, e diariamente movimentados em direção a ela, de forma que só estejam diante do Menino Jesus no dia 6 de janeiro, ou então só aparecem neste dia.
  4. A data correta para desmontar é no batismo de Jesus, que tem data móvel. Depois disso a Sagrada Família parte em fuga para o Egito. Em algumas regiões, o presépio é substituído por cenas da fuga.
  5. É comum – e recomendável – que se acendam incensos durante todo o tempo que o presépio permanecer montado. Frei Pedro Pinheiro recomenda o incenso litúrgico, que pode ser mantido aceso com carvão ativado, o que irá garantir um perfume suave no ambiente.
No Brasil, a tradição dos presépios chegou com os missionários jesuítas, encarregados de evangelizar os índios e cuidar para que os europeus que viviam aqui não se entregassem por inteiro aos prazeres mundanos.
Há informações de que o padre jesuíta José de Anchieta, no início da colonização brasileira, teria moldado figuras de presépio em argila com a ajuda dos índios para incutir-lhes a tradição e também para honrar Jesus no Natal.

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