ENCONTRO DE CURA E LIBERTAÇÃO

17 DE DEZEMBRO

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Homilia da Sagrada Família (27.12.15)

“Feliz quem teme o Senhor”
 A família de Deus
A celebração da Sagrada Família de Nazaré é um retrato de família. A Sagrada Família é descrita não pelos fatos e situações, mas por suas virtudes. A descrição que a Palavra de Deus faz para nós é o modelo a ser vivido. Não vamos ser iguais a ela, mas vamos viver como ela. Era uma família normal que vivia na simplicidade. Os evangelhos não tencionam só contar fatos, mas apresentar como os mistérios da revelação são acessíveis a todos. Jesus, Homem-Deus, viveu as condições humanas de seu tempo, onde viviam as outras pessoas e como elas viviam. Quando dizemos Sagrada Família de Nazaré, temos em mente as três pessoas e deixamos de lado o mundo em que viveram. O evangelho da festa diz: “Os pais de Jesus iam todos a Jerusalém, para a festa da Páscoa. Quando ele completou 12 anos, subiram para a festa como de costume” (Lc 2,41-42).
A Santa Família não era um quadro de parede, mas gente, como sua gente. Quando evangelho diz: “Não sabíeis que devo estar na casa de meu Pai?” (Lc 2,49), está mostrando para a comunidade que Jesus tinha também sua missão dada pelo Pai. Jesus era tão natural, diríamos, que os cristãos poderiam pensar que não ia além daquilo. Maria, ao encontrá-Lo pergunta: “por que dessa vez você agiu diferente?”. Não entenderam a resposta. E Jesus continuou sua vida de obediência. “E crescia em sabedoria, estatura e graça diante de Deus e diante dos homens” (Lc 2,52). A normalidade de Jesus como homem é uma evangelização para as nossas famílias que podem viver agradando a Deus em qualquer circunstância viverem. A família é um caminho normal para Deus.
Viver como a S. Família
              A primeira leitura o livro do Eclesiástico mostra como se vive com os idosos. Maria e José talvez não tenham sido idosos, mas não viviam sozinhos. Seus avós talvez estivessem por ali. Viviam numa pequena comunidade de Nazaré com tudo o que tem de belo e triste. Eram uma família normal como as outras. O cuidado com os idosos é a chave do Céu. O quarto mandamento abre a lista dos mandamentos do relacionamento com os outros. O cuidado com os idosos devia fazer parte da vida de Nazaré. Obedecer a esse mandamento é condição para ser perdoado por Deus e ser ouvido em suas orações. A família de Jesus não era diferente das outras. E viviam juntos com os outros familiares. Viviam as virtudes enumeradas na carta de Paulo aos Colossenses. Ele nos oferece uma série de virtudes que são para todos e com toda a certeza já tinham sido experimentadas e curtidas naquela casinha no relacionamento familiar: misericórdia, bondade, humildade, paciência, mansidão, perdão, paz, agradecimento, alegria, solicitude um para com o outro, obediência etc… A Palavra de Deus anima essas virtudes. Por que não fazemos a experiência de viver esse modo de vida e depois dizer qual é o melhor
As dores de Nazaré
              A família passou por problemas. E não foram poucos. A perda de Jesus na viagem de volta para Nazaré e as angústias que viveram mostram sua condição humana que é sempre cercada de sofrimentos, às vezes incompreensíveis. São fruto da fragilidade humana ou do pecado que nos cerca e envolve. Não se pode dizer “por que Deus fez isso comigo?”. É importante perguntar: “Como vou viver com Deus nessa situação?”. Não podemos viver de milagres. O maior milagre é viver bem na situação em que vivemos. Assim viveu Jesus, Maria e José: na simplicidade souberam educar o Filho de Deus
Leituras: Eclesiástico 3,3-7.14-17ª; Salmo 127;Colossenses 3,12-21;Lucas 2,41-52.
Ficha nº 1504 – Homilia da Sagrada Família (27.12.15)
  1. Não seremos iguais à família de Nazaré, mas podemos viver como ela viveu. Era uma família normal que vivia na simplicidade. Vivia junto com outras pessoas e não era um mundo isolado. Jesus era tão normal que as pessoas podiam pensar que não ia além. Por isso deixou-se ficar em Jerusalém. Nossas famílias também podem agradar a Deus como a Santa Família.
  1. A S. Família vivia como as outras e por isso tinha idosos. Não viviam isolados. O cuidado com os idosos é a chave do Céu. Viver o quarto mandamento é condição para ser perdoado e ter suas orações ouvidas. Vivendo as virtudes enumeradas por Paulo aos Colossenses, podemos ser uma santa família.
  1. A Família da Nazaré passou por graves situações. A condição humana é cercada de sofrimentos que são frutos da fragilidade humana ou do pecado que nos cerca e envolve. Não podemos cobrar de Deus, mas pedir para viver como ele quer nas situações em que vivemos. Maria e José souberam educar o Filho de Deus.
                                   Foto de Família
              A celebração da Sagrada Família é mesmo um retrato de família. A Família de Nazaré é descrita não pelos fatos e situações, mas por suas virtudes. A descrição que a Palavra de Deus faz para nós é do modelo a ser vivido. Não vamos ser iguais à Santa Família, mas vamos viver como ela viveu em sua casa. Não pensemos numa casinha encerada. As casas eram, às vezes pequenas construções unidas a grutas no morro.
              Na primeira leitura o livro do Eclesiástico mostra como se vive com os idosos. Maria e José talvez não tenham sido idosos, mas não viviam sozinhos. Seus pais talvez estivessem por ali. Viviam numa pequena comunidade de Nazaré com tudo o que tem de belo e triste. Eram uma família normal como as outras. Devia ser bonito. O cuidado com os idosos é a chave do Céu.
              Paulo nos oferece uma série de virtudes que são para todos e, com toda a certeza já tinham sido experimentadas e curtidas naquela casinha. Ele enumera todas as virtudes do relacionamento familiar: misericórdia, bondade, humildade, paciência, mansidão, perdão, paz, agradecimento, alegria, solicitude um para com o outro, obediência etc… A Palavra de Deus anima essas virtudes. Por que não fazemos a experiência de viver esse modo de vida e depois dizer qual é o melhor?
              A família passou por problemas. E não foram poucos. A perda de Jesus na viagem de volta para Nazaré não foi um descuido, nem desobediência. É uma lição dada à comunidade e para os próprios familiares de Jesus para que soubessem que Ele tem outra família que é o Pai do Céu, que não tira a autoridade da família da terra.
              Precisamos de novas famílias de Nazaré.

Refletindo a Palavra com o PE Luiz Carlos de Oliveira (Site)

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