ENCONTRO DE CURA E LIBERTAÇÃO

17 DE DEZEMBRO

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Homilia do 4º Domingo do Advento (20.12.15)

“Deus visita seu povo”
Partiu apressadamente
             A celebração do tempo do Advento tem por finalidade nos lembrar, alertar e promover a consciência sempre maior que Deus visita seu povo. A vinda do Filho de Deus na encarnação continua a visita de Deus que acontece desde o início da humanidade e se torna visível na pessoa de seu Filho Jesus. Paulo ensina que podemos conhecer Deus pela natureza: “Sua realidade invisível – seu eterno poder e sua Divindade – tornou-se tangível, desde a criação do mundo através das criaturas” (Rm 1,20). Os judeus receberam o privilégio de darem o início ao processo de vinda de Deus na pessoa de Jesus, desde a escolha de Abraão, a libertação do Egito, a formação de um povo, a terra prometida e a lei que os educou.
Continua Paulo: “Agora, se manifestou a justiça de Deus… que opera pela fé em Jesus Cristo” (Rm 3,21-22). Maria, depois de receber a visita do Anjo Gabriel que lhe anuncia que será mãe de um filho que será “chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor lhe dará ao trono de Davi seu Pai” (Lc 1,32-33). É o Messias prometido. A visita de Maria a Isabel quer retomar todo o caminho feito por Deus: visitar seu povo. A visita de Maria não pode se reduzir ao ensinamento da caridade que é já o sentido do amor de Deus manifestado na Encarnação do Filho. Ele mostra que Maria é a nova arca da aliança que leva em si o Filho de Deus e O leva em visita. Essa visita dá o Espírito Santo que santifica João Batista no seio de sua mãe e desperta em Isabel a fé que proclama Jesus o Senhor. E, consequentemente, Maria, Mãe do Senhor (que significa Deus). Desperta em Maria o canto no qual reconhece a obra do Senhor e sua humilde e consciente participação. Ao nascimento de João, Zacarias seu pai é despertado de seu mutismo para proclamar que Deus visitou seu povo: “Bendito seja o Senhor Deus de Israel porque visitou e redimiu seu povo” (Lc 1,68). Crer significa que Deus realizará o que prometeu (Lc 1,45).
Venho fazer vossa vontade
             O autor da Carta aos Hebreus, lendo nas Escrituras o Salmo 40, entende os sentimentos que o Verbo Eterno tem ao se encarnar. O que estava no coração do Filho de Deus ao se encarnar e nascer entre nós. “Por que me faço homem?” perguntava a si mesmo. Os sacrifícios antigos tinham cumprido sua missão. Agora era necessário outro sacrifício, não é mais de carne, mas da vontade, isto é, da entrega total de Si mesmo ao Pai: “Eis que venho. No livro está escrito a meu respeito: Eu vim, ó Deus, para fazer a tua vontade” (Hb 10,7). O sacrifício de Cristo não está no sangue, que foi consequência do sacrifício maior que é a entrega total de sua vontade ao Pai. “É graças a esta vontade que somos santificados pela oferenda do corpo de Cristo, realizada uma vez por todas”. Depois do sacrifício da vontade há a consequente entrega total de si mesmo no seu corpo. Participamos do sacrifício de Cristo rezando no Pai Nosso: “Seja feita vossa vontade”.
Um único mistério
            Rezamos na oração: “Conhecendo pela mensagem do Anjo a encarnação de vosso Filho, cheguemos por sua paixão e cruz, à glória da Ressurreição” (oração). Vemos aqui a unidade dos mistérios de Cristo. Mistério é a vida de Cristo entre nós e da qual participamos . Por essa celebração do Natal somos santificados. A celebração nos une a Cristo que se oferece ao Pai e nos une a Si em sua Ressurreição. Rezamos pedindo que Deus se volte para nós. E que nos voltemos para Ele e peçamos sua proteção. Estaremos protegidos se fizermos a vontade do Pai e levemos as pessoas ao encontro de Jesus.
Leituras: Miquéias 5,1-4ª; Salmo 79; Hebreus 10,5-10;Lucas 1,39-45

Refletindo a Palavra com o PE Luiz Carlos de Oliveira (Site)

0 comentários:

Postar um comentário