ENCONTRO DE CURA E LIBERTAÇÃO

17 DE DEZEMBRO

domingo, 27 de setembro de 2015

Leituras, Evangelho comentado, Santo do dia e Salmo (Letra, Cifra e MP3), do 28º Domingo Tempo Comum: 11 de OUTUBRO 2015

Leituras do dia 11 de Outubro 2015 - Cor Verde


Em comparação com a Sabedoria julguei sem valor a riqueza.

Leitura do Livro da Sabedoria 7,7-11

7Orei, e foi-me dada a prudência;

supliquei, e veio a mim o espírito da sabedoria.
8Preferi a Sabedoria aos cetros e tronos
e em comparação com ela, julguei sem valor a riqueza;
9a ela não igualei nenhuma pedra preciosa,
pois, a seu lado, todo o ouro do mundo
é um punhado de areia
e diante dela, a prata, será como a lama.
10Amei-a mais que a saúde e a beleza,
e quis possuí-la mais que a luz,
pois o esplendor que dela irradia não se apaga.
11Todos os bens me vieram com ela,
pois uma riqueza incalculável está em suas mãos.
Palavra do Senhor.





R. Saciai-nos, ó Senhor, com vosso amor,
e exultaremos de alegria!

12Ensinai-nos a contar os nossos dias,*
e dai ao nosso coração sabedoria!
13Senhor, voltai-vos! Até quando tardareis? 
Tende piedade e compaixão de vossos servos!R.

14Saciai-nos de manhã com vosso amor,*
e exultaremos de alegria todo o dia!
15Alegrai-nos pelos dias que sofremos,
pelos anos que passamos na desgraça!R.

16Manifestai a vossa obra a vossos servos,*
e a seus filhos revelai a vossa glória!
17Que a bondade do Senhor e nosso Deus
repouse sobre nós e nos conduza!*
Tornai fecundo, ó Senhor, nosso trabalho.R.

Salmo 89 - Cifra/Letra e MP3  


A Palavra de Deus julga os 
pensamentos e as intenções do coração.

Leitura da Carta aos Hebreus 4,12-13

12A Palavra de Deus é viva, eficaz
e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes.
Penetra até dividir alma e espírito,
articulações e medulas.
Ela julga os pensamentos e as intenções do coração.
13E não há criatura que possa ocultar-se diante dela.
Tudo está nu e descoberto aos seus olhos,
e é a ela que devemos prestar contas.
Palavra do Senhor.


Vende tudo o que tens e segue-me!

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos 10,17-30

Naquele tempo:
17Quando Jesus saiu a caminhar, veio alguém correndo,
ajoelhou-se diante dele, e perguntou:
'Bom Mestre, que devo fazer para ganhar a vida eterna?'
18Jesus disse: 'Por que me chamas de bom?'
Só Deus é bom, e mais ninguém.
19Tu conheces os mandamentos:
não matarás; não cometerás adultério; não roubarás;
não levantarás falso testemunho;
não prejudicarás ninguém;
honra teu pai e tua mãe!'
20Ele respondeu: 'Mestre, tudo isso
tenho observado desde a minha juventude'.
21Jesus olhou para ele com amor, e disse:
'Só uma coisa te falta:
vai, vende tudo o que tens e dá aos pobres,
e terás um tesouro no céu.
Depois vem e segue-me!'
22Mas quando ele ouviu isso, ficou abatido
e foi embora cheio de tristeza,
porque era muito rico.
23Jesus então olhou ao redor e disse aos discípulos:
'Como é difícil para os ricos entrar no Reino de Deus!'
24Os discípulos se admiravam com estas palavras,
mas ele disse de novo:
'Meus filhos, como é difícil entrar no Reino de Deus!
25É mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha
do que um rico entrar no Reino de Deus!'
26Eles ficaram muito espantados ao ouvirem isso,
e perguntavam uns aos outros:
'Então, quem pode ser salvo?'
27Jesus olhou para eles e disse:
'Para os homens isso é impossível, mas não para Deus.
Para Deus tudo é possível'.
28Pedro então começou a dizer-lhe:
'Eis que nós deixamos tudo e te seguimos'.
29Respondeu Jesus:
'Em verdade vos digo,
quem tiver deixado casa, 
irmãos, irmãs, mãe, pai, filhos,
campos, por causa de mim e do Evangelho,
30receberá cem vezes mais agora, durante esta vida
- casa, irmãos, irmãs, mães, filhos e campos,
com perseguições -
e, no mundo futuro, a vida eterna.
Palavra da Salvação.


Quem é bom?

Aquele que vem correndo e cai de joelhos diante de Jesus representa o piedoso observante da Lei, ansioso e temeroso da morte. As suas acentuadas reverências podem ocultar certo exibicionismo, característico das relações entre pessoas de posses. Assim também o título com que se dirige a Jesus: "Bom Mestre...", o qual Jesus rejeita. Em resposta a este homem, Jesus lhe recorda os tradicionais mandamentos da Lei, acrescentando, contudo, um: "não defraudarás ninguém", que diz respeito à apropriação injusta de bens. O homem, então, afirma que tudo tem observado. Jesus lhe propõe, então, o passo fundamental que leva à comunhão de vida com Deus, na eternidade: o despojamento das riquezas e a partilha com os pobres. O piedoso apegado às riquezas, entristecido, rejeita o caminho da vida eterna. É um homem sem sabedoria (primeira leitura). Mesmo que pessoalmente possa não ser injusto, esse homem, ao manter sua riqueza, ela própria fruto da injustiça, está conivente com a injustiça da sociedade, com seu sistema e suas estruturas econômicas opressoras e exploradoras. 
Superar o obstáculo das riquezas é impossível para os homens submissos à ganância, porém para Deus tudo é possível. A palavra de Deus é mais penetrante do que uma espada de dois gumes (segunda leitura), é capaz de extirpar a ambição das riquezas, gerando o amor ao próximo. 
Em contraste àquele homem, o evangelista Marcos apresenta o testemunho de Pedro que afirma sua fé e sua adesão ao seguimento de Jesus, declarando seu desapego de tudo. Nos evangelhos, comumente, Pedro fala representando a comunidade de discípulos. 
A opção de Pedro é pelo abandono do apego ao bem privado e o gozo do bem partilhado, comunitário. É o caminho do seguimento de Jesus na construção do mundo novo de justiça e paz. Evidencia-se a proposta da rejeição desta estrutura social, dividida entre privilegiados, opressores e ricos, e excluídos, oprimidos e explorados. É um projeto que contraria a acumulação capitalista privada resultante da exploração do trabalho dos pequenos empobrecidos. Este projeto, assumido por causa de Jesus e do evangelho, suscitará a perseguição por parte dos poderosos beneficiários de seu projeto de acumulação financeira em um mercado global. O projeto de Jesus, em andamento, significa a inserção na vida eterna do "mundo futuro". É o mundo novo possível, com a renúncia ao bem privado, na partilha do bem comum, em comunhão com a natureza, com o próximo e com Deus, na Paz e na vida plena.
José Raimundo Oliva

Vivendo a Palavra

Precisamos deixar tudo, mas que seja ‘por causa do Cristo e da Boa Notícia’, e não fazendo contas de qualquer retribuição. A Boa Notícia é a chegada, em nós e entre nós, do Reino do Deus, embora ainda não em sua plenitude. E, por amor, vamos partilhá-la gratuita e alegremente com os companheiros de jornada.
Fonte: CNBB

11 de Outubro - Bem-Aventurado Contardo Ferrini

Admirável é Deus em seus santos! Hoje veneramos um santo moderno, que cresceu como lírio de pureza entre os códigos antigos e as cátedras das universidades, quando a cultura científica tentava divorciar-se da fé: Contardo Ferrini. Homem de profundo saber, mestre em direito e escritor de renome internacional, mas, sobretudo, um santo.
Nasceu em Milão, Itália, aos 5 de abril de 1859. Educado numa família profundamente cristã, passou sua mocidade entre a escola, a biblioteca, a igreja e a família. Estudou direito na famosa Universidade de Pavia e doutorou-se nesta disciplina com 21 anos, defendendo com brilhantismo uma tese sobre a importância da poesia homérica em relação ao direito penal. Como prêmio desta tese, recebeu uma bolsa de estudo para o curso de pós-graduação na Faculdade de Direito de Berlim, querendo especializar-se em direito bizantino.
Ferrini dedicou-se a este estudo, aparentemente árido, que exigiu dele conhecimento das línguas antigas e dos idiomas modernos, com idealismo cristão, que lhe mostrava nos direitos antigos um reflexo daquela lei natural, que, no dizer de Cícero, “tem algo de divino e eterno”.
O jovem Contardo Ferrini foi para Berlim, centro do protestantismo alemão e da luta que Bismarck tinha movido contra a Igreja, não sem certos receios. Esclarecido e fervoroso na própria fé, decidido a se conservar puro, armou-se de piedade, vigilância e mortificação a fim de garantir sua fidelidade a Cristo. Escrevendo a um amigo, disse sentir-se mormente consolidado na própria fé ao observar com os próprios olhos a pobreza espiritual dos que estão fora da verdadeira Igreja de Cristo, carentes do conforto dos sacramentos. Doutra parte, admirava a minoria católica da Alemanha, firme e corajosa na resistência às arbitrariedades de Bismarck contra a Igreja Católica.
Sob a direção dos grandes juristas de Berlim, que lhe admiravam a inteligência e a aplicação, Ferrini empreendeu uma edição crítica em grego das famosas Instituições de Justiniano, conforme os textos originais.
Terminados os estudos de pós-graduação, voltou para a Itália, ganhando o concurso para lecionar nas cátedras de direito romano nas Universidades de Messina, depois de Módena e enfim de Pavia, que era a mais famosa nos estudos neste ramo.
Por toda parte demonstrou-se um estudioso profundo e consciencioso, um mestre dedicado e competente, amado e admirado por seus alunos. Ferrini tornou-se benemérito na ciência do direito pelas numerosas obras publicadas que lhe granjearam fama internacional. Ainda tem sabor de atualidade sua obra-prima Exposição histórica e doutrinal do direito penal romano, que o colocou entre os melhores especialistas no assunto. Publicou mais de 200 artigos de caráter científico, alguns de alta e durável importância. Ferrini soube transformar o estudo e a cátedra de mestre numa missão, pois tudo era para ele procura de Deus através da ciência. Ele mostrou ao vivo como o homem pode viver, no mundo moderno da ciência e atuar eficazmente em favor da fé e da caridade, cultivando, inclusive, a oração e mortificação dos sentidos.
Por toda parte levava vida exemplar pela integridade de caráter, pela consciência profissional, pelos modos delicados e bondosos, pela caridade operosa, pela pureza dos costumes e, sobretudo, pelas virtudes de piedade eucarística e mariana. Ele fez parte da Conferência de São Vicente de Paulo para assistência aos pobres, levando aos mais necessitados, com sua caridade, também sua palavra de fé e conforto. Faleceu na idade de 43 anos, mas já maduro para a santidade e a recompensa eterna. Era o dia 5 de outubro de 1902. Foi beatificado por Pio XII em 1947. Seu corpo é venerado na capela da Universidade Católica de Milão.

Fonte: Filhos da Paixão

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