ENCONTRO DE CURA E LIBERTAÇÃO

17 DE DEZEMBRO

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Mad Max: quando a perda de Deus leva à loucura

Uma interessante reflexão sobre o longa-metragem considerado "o filme do ano".


O filme é uma clara sequência dos três filmes lançados em 1979 e 1985, “Mad Max“, “Mad Max 2” e “Mad Max, Além da Cúpula do Trovão“, todos estrelados por Mel Gibson. Mas após 30 anos de lançamento do último, chegamos ao filme mais eletrizante da série e sem a presença do ator original, sendo já considerado como o “filme do ano”. Será que vale o título?

Sinopse: Max, um ex-policial e agora guerreiro das estradas (Tom Hardy), acaba capturado por um perigoso grupo de guerreiros dos desertos apocalípticos da Austrália. Quando ele tem a oportunidade de fugir, precisa decidir se vai ajudar a Imperatriz Furiosa (Charlize Theron) a resgatar um grupo de garotas mantidas como escravas.

O enredo se passa em um período em que a humanidade está em colapso dentro de uma visão pós-apocalíptica, onde as pessoas lutam por suas necessidades, sendo a primeira delas, a sobrevivência. Perderam-se os mínimos valores que sustentam uma sociedade e os mais fortes são aqueles que dominam. O mundo entra em uma grande confusão, a ponto das pessoas acreditarem cegamente que, se morrerem, irão para Valhalla (que na mitologia nórdica é um majestoso e enorme salão situado em Asgard dominado pelo deus Odin) e acreditam no deus “V8″ (que é uma referência ao motor de carros), e os seus seguidores creem que deverão dar a vida para merecerem entrar com honras no grande salão após a morte. Além disso, para os poderosos, todos se tornaram objetos para atender uma utilidade específica.

O que podemos ver no filme é um mundo sem Deus, sem qualquer traço de justiça, caridade e compaixão e que, eventualmente, aparece em algumas pessoas. A sociedade caiu, retiraram Deus de seu lugar e colocar outros deuses. Para alguns, resta apenas tentar sobreviver, para outros, ainda existe alguma esperança mas, para muitos, resta apenas a loucura.

O Papa Bento XVI já nos alertou do perigo de um mundo sem Deus (homilia do dia 15 de agosto de 2012):
 
“E deste modo fé, esperança e amor combinam-se entre si. Hoje existem muitas palavras sobre um mundo melhor a esperar: seria a nossa esperança. Se e quando este mundo melhor virá, nós não o sabemos, eu não sei. Obviamente, um mundo que se afasta de Deus não se torna melhor, mas pior. Somente a presença de Deus pode garantir também um mundo bom.”

É verdade que se trata de uma ficção, mas nos serve de alerta quanto aos riscos de nos afastarmos de Deus!

Quanto ao filme, a produção é fantástica, merecendo a qualificação como filme do ano (pelo menos até agora), com cenas e sequências de tirar o fôlego, além de uma criatividade brilhante na criação dos veículos e suas utilidades. Merece ser visto em 3D tranquilamente.

Para quem gosta de grandes produções, diríamos que deve ser obrigatoriamente visto, de preferência, no cinema. No entanto, levando em conta o critério de avaliação do Projeções de Fé, a qualificação é “esse vale conferir”.

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