MISSA DO ABRA - TE À RESTAURAÇÃO

27 DE AGOSTO

segunda-feira, 30 de março de 2015

Homilia do Domingos de Páscoa: 05 de Abril 2015

A alegria do Ressuscitado invade os corações. Celebremos o acontecimento central da nossa fé: Cristo Ressuscitou, aleluia! Este é o dia que o Senhor fez para nós: alegremo-nos e nele exultemos. Jesus venceu a morte para permanecer sempre conosco. Feliz e santa Páscoa a Todos vós que sois de Cristo!

Anúncio do Evangelho (Jo 20,1-9)

Jesus Cristo ressuscitado é fonte de luz

O capítulo 20 de João inicia com o túmulo vazio e termina com o livro aberto e cheio de sinais (evangelho). Diante do túmulo vazio, Simão Pedro não crê. Apesar do testemunho da comunidade, tomé também não crê, e exige provas da ressurreição para crer. O discípulo amado vê o túmulo vazio e crê. Maria Madalena escuta a Palavra de Jesus e crê nele. Por isso o capítulo 20 pode ser considerado uma catequese sobre a ressurreição de Jesus.
Em outras palavras, procura-se responder às perguntas: Como superar a crise da morte de Jesus? Serão ainda necessários sinais? Quem é que crê na ressurreição de Jesus? Quem não crê?
Assim, a festa da Páscoa de Jesus Cristo é a mais importante de todo o ano litúrgico. É uma festa luminosa. O Senhor ressuscitado dos mortos ilumina a humanidade inteira. O relato dos discípulos de Emaús, uma das páginas mais belas de toda a Sagrada Escritura, é a narração da Páscoa dos discípulos: o Senhor ressuscitado faz os discípulos passarem da cegueira à luz, da tristeza à alegria e do isolamento à comunhão.
O caminho que separa Jerusalém de Emaús é metáfora de um caminho muito mais longo, o caminho através das Escrituras, em que a lição de exegese dada por Jesus aos dois discípulos oferece condições de eles reconhecerem o Senhor no partir o pão.
A morte de Jesus representou uma forte frustração para aqueles que punham nele as esperanças messiânicas e fez com que, por um instante, a comunidade dos discípulos entrasse em crise. O nosso texto visa transmitir o fato que permitiu a passagem do abatimento à alegria, do ver ao reconhecer.
O espaço teológico-espiritual entre o ver e o reconhecer permitiu a Jesus a lição de exegese. No tempo do reconhecimento os discípulos confessarão que foi ela que os transformou. A explicação e compreensão da Escritura, à luz da ressurreição do Senhor, abriram-lhes os olhos para o reconhecimento.
A primeira ressurreição para os discípulos é, então, a da memória. Eles compreenderam, então, que o Senhor que se apresenta vivo no meio deles, de alguma forma, estava presente em toda a Escritura, a qual, por sua vez, encontra nele sua plenitude e sentido. Quando do reconhecimento, o Senhor desapareceu da vista deles. É que a visão física não é mais necessária para “ver” o Senhor. Mesmo invisível aos olhos, o Senhor está e permanecerá presente. A invisibilidade não significa, no que diz respeito à fé, ausência. Fato, aliás, que eles nem sequer mencionam, como se a visibilidade não tivesse a menor importância.
O que retém a atenção, e é objeto da mensagem deles aos demais discípulos, é o acontecido no caminho para Emaús, no tempo que precedeu o reconhecimento, tempo de escuta, em que o Mestre ressuscitado continua a instruir os seus discípulos. Se a morte dispersou os discípulos, a experiência do Ressuscitado os congrega. Jesus Cristo ressuscitado é fonte de luz.
A ressurreição do Senhor dá sentido à sua paixão; sem a ressurreição a paixão seria um fracasso total. Racionalmente, a ressurreição é inexplicável, mas a fé nos permite experimentar, em nossa própria vida, os seus efeitos que iluminam o mistério de Jesus e da nossa existência.

Oração
Ó Deus, que alegrastes o mundo com a ressurreição de vosso Filho, Jesus Cristo, Senhor nosso, concedei-nos, vo-lo suplicamos, que por sua Mãe a Virgem Maria alcancemos as alegrias da vida eterna.

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